Dos casos ativos em Nova Andradina, 21% são pessoas que não se vacinaram contra a Covid-19

53% das pessoas contaminadas são mulheres, o que representa 227
Da Redação / Imagens: Reprodução/iStock
14/01/2022 13h06

Em levantamento realizado pelo Jornal da Nova junto a Secretaria Municipal de Saúde, foi verificado que 89 pessoas ativas com a Covid-19, não foram imunizadas com a vacina, o que representa 21% do total de casos ativos. Esses dados são do boletim epidemiológico desta quinta-feira (13).

 

Das 425 pessoas infectadas com a doença, 48 foram imunizadas com a primeira dose e 288 pessoas com a 1ª e 2ª dose da vacina.

 

O maior percentual de contaminados são mulheres com 53%, que representa um total de 227 e 198 homens, com 47%.

 

Ômicron

Devido ao comportamento da evolução dos casos de Covid-19 no município, o secretário de Saúde Sérgio Maximiano disse que é decorrente do avanço da variante Ômicron, apesar de Nova Andradina ainda oficialmente não ter nenhum registro de exame.  

 

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde (OMS), novas evidências mostram que a variante Ômicron do coronavírus causa infecções mais brandas.

 

“Estamos vendo mais e mais estudos apontando que a Ômicron infecta a parte superior do corpo. Diferente das outras, que podem causar pneumonia grave", disse o epidemiologista Abdi Mahamud durante coletiva de imprensa, em Genebra.

 

O epidemiologista explicou que os dados da África do Sul, país que a Ômicron foi primeiro identificada, apontam que as vacinas existentes protegem contra casos graves da nova cepa. No entanto, ele recomendou cautela ao interpretar a forma como o vírus se comportou no país, já que cada lugar é diferente do outro.

 

Mahamud ainda reforçou a necessidade de alcançar pelo menos 70% da população mundial totalmente vacinada para conseguir parar a pandemia. "O vírus replica onde não há vacinação. Vimos isso com a variante delta e, agora, com Ômicron”.

 

Porém, Abdi Mahamud alertou que como a cepa é altamente transmissível, a expectativa é que ela se torne dominante em vários lugares do mundo. "Nunca vimos um vírus tão transmissível", disse ao afirmar que a cepa é mais contagiante que o sarampo.

 

O especialista da OMS, no entanto, ressalta que apesar o grande aumento de casos, o número de mortes não acompanhou na mesma proporção.



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