Al-Qaeda reivindica autoria de ataque terrorista na França


A célula do grupo terrorista Al-Qaeda na Península Arábica reivindicou, nesta sexta-feira (9), a autoria do ataque contra a revista francesa "Charlie Hebdo" em Paris.

De acordo com informações da agência internacional "AP" e da rede americana "CNN", o ato seria uma vingança ao profeta Maomé, representado satiricamente em diversas charges da publicação.

Um dos dois irmãos que mataram 12 pessoas no ataque contra o seminário nesta semana disse ter sido financiado pelo pregador da Al Qaeda Anwar al Awlaki no Iêmen.

Cherif Kouachi, que foi morto junto ao irmão mais velho pela polícia nesta sexta-feira depois de um cerco policial no norte da França, após três dias de perseguição, fez a afirmação à BFM-TV antes da sua morte, enquanto estava refugiado numa gráfica.

"Eu fui enviado, eu, Cherif Kouachi, pela Al Qaeda do Iêmen. Eu fui lá e foi Anwar al Awlaki que me financiou", disse ele à BFM-TV por telefone, de acordo com uma gravação transmitida pelo canal de TV depois do fim do cerco.

Al Awlaki, influente recrutador internacional para a Al Qaeda, foi morto em setembro de 2011 no ataque de um veículo aéreo não tripulado.

Uma fonte do setor de inteligência do Iêmen disse mais cedo à "Reuters" que o irmão de Cherif, Said Kouachi, também havia se encontrado com al Awlaki durante um período no Iêmen em 2011.

Amedy Coulibaly, o agressor ligado aos irmãos Kouachi que morreu depois do cerco policial a um mercado em Paris nesta sexta-feira, procurou separadamente a BFM-TV, dizendo que ele queria defender os palestinos e atacar os judeus. Quatro dos reféns tomados por ele no local morreram.

Coulibaly se disse leal ao Estado Islâmico e afirmou que ele havia planejado conjuntamente os ataques com os irmãos Kouachi. A polícia diz que eles eram todos membros da mesma célula extremista no norte de Paris.

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