Justiça revoga prisão de suspeito que teria ''esmagado'' a cabeça de uma pessoa em Anaurilândia

O suspeito foi preso em razão de mandado de prisão preventiva, após ser apontado pela polícia de ter matado a pessoa, mas segundo o acusado, estaria sem vida

Da Redação


Manoel Victor da Silva Cordeiro, de 34 anos, que foi preso no último dia 7 de março, suspeito de ter “esmagado” a cabeça de uma das vítimas, de um crime bárbaro que aconteceu no Assentamento Barreiro, em Anaurilândia, no dia 26 de fevereiro deste ano, teve a prisão preventiva revogada.

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Conforme já noticiado pelo Jornal da Nova, João Valdecir Gomes Dias, de 57 anos, conhecido como Deci, Paulo José de Souza, de 36 anos, e Agnaldo de Oliveira Martins, morreram no Assentamento Barreiro, durante uma desavença entre famílias. Naquele dia, duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no assassinato, Bruna Betânia Mendonça Dias, de 24 anos e José Aparecido Gomes Dias, de 58 anos, que posteriormente durante o curso processual teve o pedido arquivado pelo MPE (Ministério Público Estadual), por ter agido em legítima defesa.  Já Bruna está em prisão domiciliar.

No dia do crime, o Manoel Victor chegou a ser levado para a Delegacia de Polícia, mas foi liberado por falta de provas.

Ocorre que, após a prisão em flagrante de Bruna Betânia Mendonça Dias, de 24 anos e José Aparecido Gomes Dias, de 58 anos, a polícia continuou as investigações, e durante as apurações, um terceiro envolvido no crime [Manoel], teria “esmagado” a cabeça de uma das vítimas, fato este que até então, não havia sido esclarecido, pois conforme diversos depoimentos, a vítima estaria viva e aguardando socorro.

 Crime aconteceu no Assentamento Barreiro - Foto: Arquivo/Polícia Civil

Após preso com mandado de prisão preventiva, Manoel Victor, durante interrogatório confessou o crime, contudo, alegou que a vítima já estaria morta no momento em que golpeou sua cabeça.

O Jornal da Nova apurou que ele teve a prisão preventiva revogada no último dia 25 de maio e terá que cumprir algumas medidas cautelares, como o recolhimento domiciliar no período noturno, das 20h às 6h do dia seguinte, e nos dias de folga, exceto para exercício de atividade profissional lícita, proibição de ausentar-se da Comarca, salvo expressa autorização judicial, não aproximação ou contato com Bruna Betânia Mendonça Dias e com os familiares da vítima João Valdecir Gomes Dias e monitoração eletrônica, a fim de assegurar o fiel cumprimento e fiscalização das medidas aplicadas.

O descumprimento de qualquer das obrigações impostas poderá ensejar substituição das medidas aplicadas, impor outras em cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão preventiva.

À reportagem o advogado de defesa Reinaldo Oliveira, disse que o cliente não tem participação no crime de homicídio e vai provar sua inocência no curso da instrução processual.

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