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Maior contrabandista de cigarros do país pode deixar a prisão a qualquer momento
Redação
Alcides Carlos Grejianim, o Polaco, poderá sair da prisão a qualquer momento. Ele está aguardando o retorno do Sistema Nacional de Consultas, que está fora do ar. A medida é necessária para saber se não existe algum tipo de mandado de prisão em aberto contra o réu.
Um casal de filhos dele espera em frente à Máxima. Entre eles, Iram Pires, que também foi preso na operação. As informações são do advogado do réu Benedito Figueiredo. Ele não tem hora para sair.
Liberdade
A sexta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar em habeas corpus a Polaco, apontado como maior contrabandista de cigarros do país.
Ele está preso desde novembro do ano passado, em meio à Operação Alvorada Voraz. Apesar de ser acusado pelo contrabando, Polaco estava preso por dois assassinatos.
Entenda o caso
A operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ) - denominada de Alvorada Voraz - e executada pelo Cigcoe (Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais) desde às 5h desta quarta-feira (23) está ocorrendo, além de Campo Grande, em outros seis municípios.
O objetivo é prender os "peixes graúdos" do crime organizado, principalmente do contrabando de cigarros do qual participam inclusive nove policiais militares.
O trabalho é o desdobramento de operações anteriores quando algums PMs e civis foram presos.
Foram expedidos 18 mandados de prisão e 38 mandatos de busca e apreensão para cumprimento nos municípios de Eldorado, Naviraí, Brasilândia, Caracol, Antônio João e Porto Murtinho. A polícia informou que 9 pessoas já foram presas, incluindo um policial que estava em Brasília (DF).
Na Capital, uma casa foi cercada nesta manhã na Rua das Garças, Vila Célia, onde mora um PM identificado como Nivaldo. A casa teve que ser arrombada para cumprimento do mandado de busca, apreensão e prisão. (veja vídeos)
Mas nada foi encontrado. O PM, de acordo com informações preliminares, estaria na casa da namorada na cidade de Tacuru, divisa com o Paraguai.
Um dos filhos e o cunhado de Polaco também já teriam sido presos em Eldorado, segundo informações apuradas até agora. Em Jardim, um PM também estaria preso e em Porto Murtinho, teriam sido detidos 2 PMs envolvidos.
O Gaeco deverá dar informações mais detalhada ainda no dia de hoje em coletiva à imprensa.
As pessoas presas no interior - Caracol e Antonio João - devem chegar à Capital por volta de 12h30min. Os outros, incluindo Polaco, tem horário de chegada previsto para às 15h.
Assassino de auditor
Alcides Carlos Grejianim é considerado um dos maiores contrabandistas de cigarros da região de fronteira com o Paraguai. Ele foi preso em março de 2010 em Porto Murtinho acusado de movimentar, à época, cerca de R$ 5 milhões por mês em "muambas".
Ele também foi acusado de envolvimento no assassinato do auditor da Receita Federal Carlos Renato Zamo, cujo corpo foi encontrado carbonizado no ano de 2006, na margem da MS-295, no interior de uma caminhonete.
Durante as investigações à época, a Polícia Federal prendeu “Polaco” e outros supostos envolvidos, entre eles, o ex-prefeito da cidade de Eldorado Pedro Luiz Balan, que acabou solto depois de vencer a prisão temporária.
Durante as investigações, à época, o delegado da PF, Edgar Paulo Marcon, concluiu que o auditor da Receita Federal foi assassinado porque estava envolvido com a quadrilha de “Polaco” e pretendia deixar a facção. Os criminosos teriam prometido até um reajuste na mensalidade de US$ 8 mil que estaria sendo paga ao auditor. O ex-prefeito de Eldorado Pedro Luiz Balan, segundo a polícia, atuava como consultor da quadrilha, indicando rotas e formas de negociação.
Em 2007, “Polaco” voltou a ser preso, desta vez durante a “Operação Contranicot” desencadeada pela Polícia Federal. Ele seria o líder de um grupo responsável pelo contrabando de mais de 5 mil caixas de cigarros a cada 30 dias, levadas para o estado de Goiás.
Correio do Estado
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