Economize no financiamento do carro

Redação/Diário SP


Quer trocar um Gol 1.0 básico, avaliado em R$ 27,9 mil, por um Peugeot 1.4 com direção hidráulica, ar-condicionado, trio elétrico, no valor de R$ 33.990, e ainda pagar menos? Parece golpe, mas não é. A mágica está nas condições contratadas no financiamento. A diferença de taxas pode gerar uma economia de até 20% no preço final do veículo. Por isso, é bom abrir os olhos e pesquisar.

No caso específico do exemplo acima um levantamento feito pela reportagem constatou que um Gol 1.0 básico zero-quilômetro oferecido por R$ 27.990 passa a custar R$ 39.369 ao final de um financiamento feito em 60 vezes com entrada de 50% pelo banco Bradesco. Já o Peugeot 207 XR, que é vendido à vista por R$ 33.990, acaba custando R$ 38.297,64 se o financiamento for de 50% de entrada e mais 36 parcelas pelo Banco do Brasil. Além de levar para casa um carro mais equipado, o comprador terá um troco de R$ 1.071,36.

Para José Dutra Vieira Sobrinho, vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, pesquisar é fundamental. “O consumidor pode não saber calcular juros, mas ele pode saber qual é o melhor negócio se comparar as parcelas do financiamento nas mesmas condições”, explica Dutra.

Diferença alta/ Em outra simulação, a diferença na parcela do Fiesta 1.0 para um plano de parcelamento em 36 vezes sem entrada que for contratado na concessionária e não no Banco do Brasil chega a R$ 6.738,12, ou seja, quase 20% do valor final do carro.

O consultor Paulo Roberto Garbossa, diretor da ADK Automotive, alerta para a velha lábia dos vendedores. “Muitos afirmam que têm as melhores taxas e praticam os valores mais baixos, mas o consumidor deve considerar se o valor da parcela cabe no bolso. O melhor negócio do mundo pode se transformar em uma dor de cabeça se não for bem analisado pelo comprador”, argumenta Garbossa.

Consumidor deve ter cuidado com taxas ilegais
Assim como em outros tipos de empréstimos é ilegal cobrar taxas para verificação de crédito, a abertura de cadastro ou outra que não esteja vinculada diretamente ao financiamento.

Para escapar desses golpes, o consumidor deve pedir o detalhamento do contrato de financiamento, onde deverão constar todos os valores que estão sendo contratados.

A coordenadora institucional do Proteste, Maria Inês Dolci, afirma que o consumidor não deve se sentir pressionado a assinar o contrato de financiamento antes de ter certeza do que está pagando. “O primeiro ponto é fazer uma boa pesquisa e esmiuçar o que está sendo cobrado. Por exemplo, se o comprador do veículo é cliente do banco A e o financiamento for contratado na concessionária do mesmo banco, o consumidor não pode pagar taxa de cadastro”, explica Inês.

Já o consultor Paulo Garbossa, diretor da ADK Automotive, destaca que o comprador não deve fechar negócio se não tiver certeza do que está pagando. “ Na dúvida espere mais um pouco”, afirma a especialista.

Maioria dos carros no país é financiada
De acordo com um levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), apenas 38% dos carros vendidos no Brasil são pagos à vista. Os consórcios representam 7% das vendas, enquanto os leasing outros 5%.

41 meses é o período médio de um financiamento

Juros para carros deve continuar caindo
A decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros no país nesta semana, a Selic, terá impacto nos juros cobrados pelos bancos no financiamento de automóveis. Os bancos ligados ao governo foram os primeiros a se manifestar. A Caixa, por exemplo, já trabalha com juros de 0,89% ao mês.

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