Alunos recebem palestra de cabo da PM sobre bullying em Nova Andradina

Redação


Atendendo ao pedido da escola Estadual Professor Nair Palácios, o Instrutor Proerd Especialista em Direito Segurança Pública e Cidadania, Especialista em Dependências Químicas e Saúde Mental, cabo da Polícia Militar de Nova Andradina, Leonel Julio da Cunha, acredita que é muito importante atender as escolas levando esse tipo de debate, é acha necessário atender aos pedidos dos diretores, pois a PM esta preparada para contribuir com a educação.

O policial bem objetivo em caracterizar e tipificar os atos de humilhações, agressões, exclusão, isolamento, intimidação, ofensas e assédios. Esses são alguns comportamentos intencionais e repetitivos praticados por uma ou mais pessoas contra outro, geralmente mais fraco e indefeso. O nome dado para essa prática é bullying, um problema que já invadiu as instituições de ensino e tornou-se um problema mundial, bem mais complexo do que muita gente imaginava ser. Saber de que lado ele está de bem ou do mal, ser um bom cidadão praticar o bem e a justiça, honestidade, igualdade e tolerante, gentil, positivo e respeitoso para com todos, saber defender seus direitos sem ferir os direitos dos outros.

Com o objetivo de trabalhar a temática, foi realizado no último dia (23), com início às 19h30, no anfiteatro da UEMS em Nova Andradina, uma palestra importante para esclarecer o que é o “bullying”, e o que é indisciplina escolar e como identificá-lo e quais as formas que os alunos têm para se defender deste tipo de agressão.

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Segundo o cabo, abordou diversos aspectos sobre o tema, “através das palestras quero sensibilizar, humanizar e provocar sentimento de indignação contra as injustiças que as vítimas de bullying sofrem”, afirma cabo Cunha.

 

Além de explicar às conseqüências que essa prática pode causar na vítima, a palestra é conduzida com um filme que retrata cenas de um jovem que sofre de bullying. “O foco é mexer com o emocional dos alunos, levando-os a se colocarem no lugar da vítima e esclarecer a eles as conseqüências negativas que essa prática traz”, ressalta o instrutor do Proerd.

Durante a palestra, cabo Cunha, fez a referência do programa indisciplina escolar lançado pelo Promotor de Justiça Dr. Ricardo Crepaldi em Nova Andradina, onde os alunos que cometem agressões, ameaças, difamações e violência, desobediência, desacato, entre os funcionários e professores, tem sido aplicado penas sócio educativas previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), parabenizou o promotor Ricardo Crepaldi pelo apoio que tem dado para manter a ordem e a disciplina das escolas, melhorando o ensino e aprendizagem, além de apoiar o Proerd (Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência).

Efeitos - O bullying provoca danos tanto na aprendizagem, saúde e socialização, gera doenças físicas e mentais, depressão e pode até levar ao suicídio.

Na aprendizagem, a vítima de bullying começa a ter déficit de concentração, queda no rendimento, desinteresse, recusa a freqüentar a escola e, principalmente reprovam. Efeitos no social também são notados na vítima como retraimento, isolamento, exclusão, dificuldade de relacionamento e para tomar decisões e, também tem atitudes anti-sociais.

Outro ponto destacado por Cunha é que a vítima pode apresentar baixa autoestima, sentimento negativo relativo a si próprio, depressão, comportamentos agressivos, estresse, fobias, raiva reprimida e sentimento de vingança.

“Em minha visão considero o bullying um ato criminoso, porque ele viola a integridade física, psicológica e a dignidade das pessoas. Além disso, ameaça o direito a educação, ao desenvolvimento, a saúde e a sobrevivência”, explana Cunha.

Papel do professor - É fundamental a participação dos professores, pois assim tem-se alcançado muitos resultados positivos com o papel de policial militar que tem uma dinâmica e uma pedagogia moderna e chama a atenção das crianças e adolescente.

Segundo uma professora, ela ficou muito contente com os resultados na escola, o qual ela faz parte, “por mais que temos trabalhado esse tema e desenvolvido várias ações o resultado aparece a longo prazo, até porque muitos alunos estão sofrendo bullying em casa e na rua. Então é difícil a escola combater sozinha essa prática”, afirma, acrescentando que “queremos levar a comunidade a refletir sobre esse assunto”.

 

O professor tem papel fundamental em identificar as vítimas e passar as informações para assim, trabalhar com eficácia na prevenção e combate ao bullying, na sala de aula. “O professor tem que estar sempre atento, pois ele é o elo de combate ao bullying dentro da sala de aula. É ele quem vai embutir nos alunos os valores, é realmente se preocupar com as conseqüências negativas sociais e psicológicas”, frisa o diretor da escola.

Objetivos - Os alunos deverão desenvolver conhecimento sobre bullying. Reconhecer os dois principais tipos de comportamento de bullying e identificar exemplos específicos. Entender o impacto do comportamento de bullying. Identificar sistemas de apoio de adultos na sua escola. Desenvolver técnicas seguras de denunciar bullying no ambiente escolar.

Os alunos deverão avaliar a sua própria reparação para reagir a comportamentos de bullying. Trabalhar em uma situação de grupo para discutir a preparação da classe para reagir a comportamentos de bullying.

Entender a diferença entre conflito e situação de bullying. Identificar maneiras de resolver um conflito. Resolver uma situação de conflito. Reagir adequadamente a situações de bullying.

O atendimento ao público ensino médio e fundamental, total 150 alunos, segundo cabo Cunha.
 

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