O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, pediu nesta sexta-feira aos líderes vizinhos, em particular os parceiros do Mercosul, que "entendam" a situação criada em seu país e aceitem que fará "o maior dos esforços para que isto se normalize".
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Em entrevista coletiva, Franco anunciou suas duas primeiras nomeações de ministros, os de Interior e Exterior, cargos que foram para Carmelo Caballero e José Félix Fernández Estigarribia, respectivamente. "O objetivo é deixar clara a mensagem de que o Paraguai tem um norte que orienta sua política externa, assim como a vontade do novo Governo de devolver segurança aos cidadãos", disse Franco.
Franco admitiu surpresa com o rápido processo de destituição de seu antecessor, Fernando Lugo. "O processo foi um pouco rápido para mim e surpreendeu todos os paraguaios", disse Franco na sala Independência da sede de governo, onde empossou alguns dos novos ministros.
O novo presidente citou a próxima cúpula do Mercosul, que será realizada na Argentina, dando a entender que não participará do encontro, pois "o mais importante é ficar a organizar a casa" e "se for necessário irá o chanceler" paraguaio. "O mais importante é manter as relações com os países vizinhos", observou. Franco disse que as outras nomeações do novo gabinete serão anunciadas em "pouco tempo".
O novo presidente afirmou que gostaria de formar um Executivo plural, com os "melhores paraguaios, sem levar em conta sua filiação política", pela primeira vez na história do país.
Uma solução "imediata" ao conflito da terra foi a primeira promessa do governante, que também ofereceu a seu antecessor "que fique o tempo necessário" na residência presidencial até organizar sua mudança, assim como frisou "as garantias constitucionais" a que ele tem direito.
Vários países latino-americanos, como Argentina, Equador, Bolívia e Venezuela anunciaram que não reconhecem Franco como presidente.
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