PMA autua arrendatário por manter gado degradando área protegida de matas ciliares de córrego

Da Redação


A PMA (Polícia Militar Ambiental) recebeu reclamações do responsável por uma empresa de celulose, de que um arrendatário de uma fazenda, localizada no município de Água Clara, soltava seu gado dentro da fazenda vizinha que era arrendada pela empresa e, pela qual, esta tem todas as responsabilidades, inclusive, ambiental. O responsável pela empresa informou que contatou por várias vezes o arrendatário, informando que o gado estava degradando toda a extensão de um córrego e solicitando a retirada, porém, não foi atendido.

Na sexta-feira (20), policiais da PMA (Polícia Militar Ambiental) de Campo Grande realizaram fiscalização ambiental no local e verificaram que o arrendatário estava criando o gado realmente degradando matas ciliares e nascentes de um córrego de APP (Área Protegida de Preservação Permanente), que corta a propriedade arrendada pela empresa celulósica. 85 animais contados pelos policiais, estavam pisoteando a área protegida, causando processos erosivos de margens e ravinas, afetando a área de vegetação ciliar, causando assoreamento do córrego pelo carreamento do sedimento da área degradada.

Os policiais foram à sede da fazenda arrendada pelo proprietário do gado, que não estava no local, e seu sogro confirmou que realmente o gado pertence ao seu genro e que ele havia sido cientificado de todos os problemas ambientais. O arrendatário, de 45 anos, residente em Três Lagoas, foi notificado a remover o gado da área protegida. Ele também foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 10 mil e também responderá por crime ambiental de degradação de área protegida por lei, com pena prevista de um a três anos de detenção.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram e no YouTube. Acompanhe!