Advogado acusado de tráfico está preso em casa

Redação


O advogado Luciano Coletto de 37 anos, acusado de liderar uma das principais quadrilhas de tráfico de drogas de Cachoeira do Sul/RS, se apresentou à Polícia Civil no fim de semana e está cumprindo prisão domiciliar. Ele era um dos alvos da “Operação Forte Apache”, desencadeada quinta-feira passada pela 20ª Delegacia Regional de Polícia, com sede em Cachoeira/RS. As primeiras prisões da operação ocorreram em Pantano Grande ainda no mês passado.

O promotor de Justiça de Cachoeira do Sul, João Ricardo Tavares, explica que o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ampara Coletto. Segundo ele, o advogado poderá continuar longe do presídio até que haja uma sentença judicial com trânsito em julgado contra ele, o que pode demorar anos. Casos de prisão domiciliar são raros na cidade, segundo promotor. Em 13 anos de atividades, Tavares recorda de apenas outro episódio semelhante: o de um professor acusado de estupro.

De acordo com o promotor, embora esteja cumprindo prisão domiciliar, o advogado não está sendo vigiado nem pela polícia, nem pela Justiça. Legalmente ele não pode sair de casa nem para ir ao supermercado, por exemplo. Mas, na prática ninguém controla isso. "Se ele for visto na rua sem autorização da Justiça, aí vai direto para o presídio", destaca o promotor. No começo da semana a Justiça autorizou que o advogado fosse a Santa Maria visitar a filha de 3 meses que está hospitalizada.

Gaz
 

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