A dificuldade para marcar uma consulta na rede dos planos de saúde é a principal queixa que chega à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Essas reclamações representam cerca de 23% (4.359) das 18.933 queixas até maio, segundo levantamento da agência, em resposta a pedido do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), com base na Lei de Acesso à Informação.
Segundo a ANS, a maior parte das reclamações acontece por dificuldade em marcar consultas de especialidades menos comuns, como a geriatria, mas também de cobertura obrigatória.
Na lista de queixas, há negativa das operadoras para procedimentos como hemogramas e partos.
Os dados mostram ainda que o número de reclamações vem crescendo: saltou 119% entre 2010 e 2011 -- de 13.370 para 29.288. Até maio, as 18.933 queixas representam número 41% maior do que o registrado no ano inteiro de 2010.
O Grupo Amil, responsável por três das operadoras com mais queixas de negativa, disse lamentar que o número de clientes não sejam levados em consideração e que é bem avaliada pelos critérios da ANS. A Unimed Paulistana disse que os registros dela não condizem com os dados.
A Greenline disse que o número difere de seu banco de dados e que são negados só procedimentos não obrigatórios. A Golden Cross disse que atua de acordo com as normas da ANS.
A Bradesco Saúde disse que o total de 528 procedimentos não autorizados correspondem a um percentual de 0,0009% do total de pedidos. A SulAmérica disse que não teve acesso ao levantamento e tem bom desempenho.
Agora SP
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