Policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Anastácio esclareceram, na tarde desta última quarta feira (08), o homicídio que vitimou o caminhoneiro Ricardo Hidemitsu Dokko, na noite de (27) de junho passado.
O caminhoneiro, que morava em Ponta Porã, foi morto a pauladas e facadas enquanto caminhava pela Avenida Manoel Murtinho, no município. Após tomar conhecimento do crime, os policiais iniciaram as investigações, que duraram mais de 30 dias, conseguindo identificar e prender os autores na quarta feira, mas divulgando para a imprensa somente na tarde desta sexta feira (10).
Eles foram identificados nas pessoas de Welton Jonathan da Silva Mendes de 18 anos, Nilton dos Santos Corvalan de 19 anos, e um adolescente de 17 anos, todos moradores em Anastácio, os quais confessaram a autoria do crime.
Em depoimento, Nilton confessou que desferiu dois golpes de faca em Ricardo, atingindo-o nas costas e no pescoço, Welton auxiliou Nilton e ainda aproveitou para subtrair R$750,00, que estavam com a vítima, e o adolescente participou das agressões usando um pedaço de madeira.
Nilton e Welton foram indiciados por homicídio doloso. Já o adolescente responderá pelo ato infracional praticado. Além do dinheiro, os autores confessaram que queimaram um aparelho celular e ainda os documentos da vítima, jogando os destroços no Rio Aquidauana.
A partir das oitivas, a autoridade policial pediu a dilação do prazo de conclusão do Inquérito Policial, para apurar a prática de latrocínio (roubo seguido de morte).
Motivação
Os indiciados disseram que mataram o caminhoneiro, porque este havia procurado eles para comprar drogas. Como os autores afirmaram que estavam sem drogas, começou-se uma discussão, momento em que Ricardo deu um tapa no rosto de Nilton que, por conta da agressão, resolveu matá-lo.
A investigação constatou que realmente o caminhoneiro era usuário drogas. Segundo a Polícia Civil, os autores do homicídio não tinham o conhecimento de que ele estava com o caminhão Mercedes Benz, de transporte bovino, carregado com quase 600 quilos de maconha. A droga foi descoberta um dia depois do crime, pela equipe de investigação e peritos da Polícia Civil local.
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