Nos últimos 80 dias dias a população de Dourados tem convivido com um assunto que praticamente se tornou rotina: protesto. Até quarta feira (22) somente servidores de instituições federais em greve, como UFGD, PF e PRF saíram às ruas.
Quem entrou em cena desta vez foram os estudantes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Com narizes de palhaço, faixas e buzinas, grupo de pelo menos 300 alunos tomou a região da praça Antonio João.
Com o grito "SOS UEMS" ele pediam mais investimentos e cobravam do governador André Puccinelli respeito com a educação. Não é de hoje que a universidade anda "mal das pernas" com a falta de estrutura.
As queixas dos alunos são diversas, mas as principais estão relacionadas aos laboratórios. Alguns cursos até possuem aula prática; outros pouco sabem o que é isso.
A estudante Isabela Mazarim colocou nariz de palhaço. Ela protestou pela realidade de seu curso, Engenharia Industrial. "A gente não tem laboratório. As aulas práticas são realizadas na UFGD, porém nem sempre conseguimos reservar o laboratório", diz a acadêmica. O único local de estudo prático do curso, o de química, é simples e não se diferencia da estrutura de uma escola de ensino fundamental e médio.
Quem também está revoltado com a realidade do curso é o estudante Claudinei Rodrigues, de Ciência da Computação. "Nossos computadores são do tempo de nossas avós", brinca o estudante. "É impossível desenvolver qualquer programa nesse laboratório, que é muito, mais muito ultrapassado", criticou.
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A falta de estrutura na UEMS é geral e virou motivo de chacota. Defasada, a universidade em Dourados vem utilizando as instalações da UFGD, desde a biblioteca até os laboratórios. O problema é que a UEMS está instalada em outras 14 cidades, que não tem para onde recorrer e vivem praticamente sucateadas.
Dia 29 de agosto, próxima quarta-feira, as 15 cidades que possuem campus da UEMS farão paralisação. Eles cobram mais recursos e investimento do Governo do Estado.
Dourados Agora
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