Vovó do Crack escondia as drogas em um ursinho

Redação


No apartamento 307 da Rua Araguaia, 207, na região do Pari, Centro de São Paulo, a idosa Isabel Marina Gomes, de 64 anos, mantinha vários bichos de pelúcia. Não era para suprir as dificuldades de uma infância pobre ou para agradar crianças da família. Dentro de um panda grande, ela guardava crack para vender a jovens da região.

Os policiais do 12 Distrito Policial (Pari), que conhecem Isabel por Vovó do Crack, já a haviam prendido, no mesmo endereço, em abril de 2010 com a droga. “Ela foi às audiências de cadeira de rodas. Recebeu pena de um ano e oito meses de prisão em regime aberto, sendo que a pena pode ser convertida em prestação de serviços à comunidade. Voltou a vender drogas”, disse o delegado Éder Pereira, que a prendeu nas duas ocasiões.

Há cinco meses, as equipes da delegacia acompanhavam o movimento no apartamento da idosa. Com mandado de busca e apreensão, os policiais entraram na residência de Isabel. Dentro do panda de pelúcia acharam cem pedras da droga.

No apartamento de número 110, onde moram Keila Maris Gomes Marciano, de 41 anos e Andresson Luiz Rodrigues, de 38, filha e genro de Isabel, a polícia encontrou mais 104 pedras de crack escondidas no interruptor de luz e R$ 750 provenientes da venda de drogas no cesto de lixo do imóvel.

Diário de SP

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