Polícia Civil prende 'Pinguim' assassino confesso de funcionário do DETRAN


Uma equipe da Polícia Civil comandada pelo delegado, Dr. André Luiz Godoy prendeu, na manhã dessa sexta-feira (19) na região da Vila Crepúsculo, Adriano Fernandes Nogueira, o “Pingüim”, 18 anos, assassino confesso do funcionário público estadual e professor universitário, Valdemir Alves da Silva, de 37 anos.

Ele foi  assassinado com 17 facadas no dia 15 de junho dentro de sua residência, situada na região da Vila Pimentel.

Dias após o crime, através de investigação a Polícia Civil chegou até Pingüim e um adolescente de 15 anos que também participou do assassinato.

Eles foram detidos e confessaram o crime, inclusive relatando que haviam roubado a moto do professor, uma Honda Titan 125cc cor prata e Pingüim, em companhia de seu cunhado, Michel Jhonatan dos Santos Assunção, teriam levado a moto para Capitan Bado no Paraguai, onde teriam vendido o veículo por mil reais.

Como não estavam em situação de flagrante na época e também não tinham a prisão preventiva decretada, Adriano e o adolescente foram ouvidos e liberados conforme prevê a legislação em vigor no País.

O mandado

No dia seguinte a confissão da dupla, o delegado até então responsável pelo caso, Dr. Marcius Geraldo Cordeiro, representou pela prisão preventiva de Pingüim e seu cunhado, Jhonatan Assunção, acusado de participação e pela apreensão do menor.

Quando as prisões foram decretadas pela Justiça o trio já havia fugido. O menor foi localizado e apreendido pela Polícia Civil no dia 13 de julho em uma fazenda na região de Amambai, mas os dois maiores haviam desaparecido.

Os investigadores, agora sob o comando do delegado André Godoy que assumiu o caso, levantaram informações que Pingüim e Jhonatan, estariam na região de Paranhos, na fronteira com o Paraguai, onde Jhonatan tem familiares.

Pingüim estava em Laguna Carapã

Ao ser preso na residência de sua mãe na manhã dessa sexta, enquanto assistia desenho animado na TV, Pingüim relatou que de fato havia fugido com o cunhado para Paranhos, porém quando souberam que estavam com a prisão preventiva decretada e que a polícia estava em seu encalço, à dupla atravessou a fronteira e se escondeu na cidade paraguaia de Ypêjhú.

Segundo Pingüim ele teria ficado por duas semanas escondido em Ypêjhú, posteriormente se afastou de Jhonatan e foi parar na casa de uma tia, que reside no município de Laguna Carapã.

De acordo com Pingüim, que demonstra frieza e pouco arrependimento pelo crime praticado, após ter a prisão preventiva decretada ele veio duas vezes a Amambai passar finais de semana com a mãe, posteriormente retornou para o esconderijo.

Essa sexta-feira se iniciaria mais um final de semana em família, caso a polícia não recebesse uma informação anônima indicando que o rapaz estaria na residência da mãe.

Segundo Pingüim ele se deslocou de Laguna Carapã de ônibus até Amambai, desembarcou próximo a entrada da cidade e chegou até a residência de sua mãe cortando sítios na região da Vila Cristina e passando longe de regiões movimentadas da cidade.

Depois de preso Pingüim foi encaminhado para o EPAM (Estabelecimento Penal de Amambai), onde permanecerá preso à disposição da Justiça.

Segundo o delegado encarregado pelo caso, Dr. André Godoy, os trabalhos agora serão centralizados em descobrir o paradeiro do único envolvido no crime que ainda está solto, Michel Jhonatan dos Santos Assunção, que segundo a polícia tem paradeiro incerto.

De acordo com o delegado, Pingüim e o adolescente vão responder processo pelo crime de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, que em caso de condenação acarreta em uma pena que varia de 20 a 30 anos de prisão.

Por ser menor de idade, o adolescente deverá ficar preso apenas até completar a maioridade, segundo a legislação.

Conseqüências do crime

Além de chocar a sociedade amambaense pela forma cruel, o assassinato de Valdemir Alves da Silva trouxe outra grave conseqüência.

Valdemir era o responsável por cuidar de sua mãe, uma senhora de idade já avançada, que permanecia acamada por conta de doença e era a única pessoa, além dos assassinos, a estar com o professor universitário dentro da casa na hora do crime.

Após presenciar a morte brutal do filho, removida para uma casa de abrigo à idosos em Amambai, a mulher parou de se alimentar e apresentou piora em seu estado de saúde, vindo a morrer cerca de 20 dias depois. (Com informações A Gazeta News)

  

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