Políticas Públicas e Meio Ambiente: Uma alternativa de Aterro Sanitário para Nova Andradina

Flávio Cardoso de Brito


Durante a Semana Cientifica do Instituto Federal de Nova Andradina, que aconteceu entre os dias 28 de novembro e 01 de dezembro, foram oferecidos minicursos, palestras e mostra tecnológica, apresentados a sociedade local do município.

Tendo em vista uma preocupação com o município de Nova Andradina, o Profº Carlos Guilherme Sasso (Graduado em Química, Biologia e Mestre em Produção Vegetal), apresentou em sua palestra medidas para a implantação de um aterro sanitário para o município. Atualmente Sasso é: professor Universitário, educador do IFMS e educador da Rede Estadual.

Segundo Sasso a preservação ambiental esta relacionada com a ação de políticas publicas com a sociedade, sabendo que sem o apoio do poder público pouco se pode fazer para a minimização dos problemas sociais.

A preservação do meio ambiente não limita o desenvolvimento econômico e industrial, o mesmo precisa ser sustentável. Sustentabilidade é definida como uma atividade que é desenvolvida sem degradar o meio ambiente, ou seja, preservar para gerações futuras.

Sasso diz que a uma dificuldade enorme para se implantar uma tecnologia limpa. Os primeiros passos para a implantação de uma tecnologia são: ter o apoio do poder público, fazer a conscientização da população e comércio local e realizar a educação ambiental nas escolas.

Para que o poder público reconheça que é necessária a importância de se preservar, é necessária a conscientização em massa da população, para que possam ser cobradas as devidas providencias.

O processo de implantação de um aterro sanitário é um processo longo, primeiramente deve fazer a conscientização da comunidade local de se fazer à triagem (separar) do lixo. Esse processo de conscientização pode ser feito através da educação ambiental, dos agentes de saúde e dos agentes de controle de epidemias.

A conscientização pode ser realizada através de trabalhos a campos, distribuição de cartazes e visitas técnicas, esse trabalho amadurece a consciência da sociedade.

Dar destinação final aos resíduos sólidos gerados pela população do município é uma obrigação do poder publico municipal.

A capacitação aos educadores é essencial para eles trabalharem a educação ambiental com os alunos. Essa medida depende de parcerias com o município, pois o aluno que recebe as informações, ele aplicará a idéias perante a sociedade. A conscientização dos alunos é um passo essencial para se iniciar uma coleta seletiva. A conscientização ambiental ela tem que ser trabalhada em todos os níveis de ensino.

No interior do Paraná essa medida de implantação de aterro sanitário tem dado certo. Sasso diz que o município terceirizou a triagem do lixo para uma empresa local. A prefeitura priorizou que a empresa contratasse as pessoas que por ali sobreviviam da coleta seletiva do lixo, dando a esses trabalhadores o direito de carteira assinada. A vantagem para a prefeitura, é que esses profissionais não serão de sua responsabilidade, pois se fosse para efetivar esses profissionais no poder publico através de concursos, não seria possível devido ao baixo nível escolar desses profissionais.

A coleta do lixo é de responsabilidade da prefeitura, a triagem do lixo é feita pela empresa terceirizada e o destino final do que não é reciclável é de responsabilidade da prefeitura.

O aterro sanitário é uma espécie de depósito, ou seja, um buraco no solo, onde são destinados os resíduos sólidos. No aterro sanitário só vai aquilo que não é possível reciclar.

Para evitar a contaminação do solo, o buraco é revestido com uma manta de PVC, chamada de gel membrana, que é impermeável evitando que o chorume (Chorume é uma substância líquida resultante do processo de putrefação (apodrecimento) de matérias orgânicas) dessa para os lençóis freáticos subterrâneos ocasionando uma contaminação das águas.

No aterro sanitário o lixo é jogado e coberto por camadas por terra, ao final do processo planta-se grama e o chorume gerado poderá ser utilizado como fertirrigação de culturas em longo prazo, como a cultura do eucalipto.

Cada aterro sanitário tem duração de vida útil de seis meses e após dez anos são colocados tubos para fazer a queima do gás metano.

As vantagens da implantação de um aterro sanitário são: não há odor, não a contaminação do lençol freático, não a contaminação da atmosfera e o gás metano é queimado ou transformado em energia.

Sasso diz que a implantação de cooperativas para administração de um aterro sanitário não é viável, pois existem variações econômicas no mercado. O indicado é que a prefeitura assuma a responsabilidade de administração do aterro.
 

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