Para sair da cadeia, Cachoeira terá de pagar 6% do que vale seu patrimônio

Redação


Preso na tarde desta sexta feira (07) em sua casa em Goiânia/GO, o bicheiro Carlinhos Cachoeira teve sua fiança estipulada em R$ 10 milhões. Caso não pague nem consiga um habeas corpus, o bicheiro terá de cumprir os dois anos de prisão preventiva estipulados pelo juiz Alderico Rocha Santos na 11ª vara do TRF1 – Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Um relatório da PF – Polícia Federal divulgado em outubro apontou que o contraventor possui um patrimônio de cerca de R$ 167,3 milhões em bens e imóveis. Quase todos estão em nome de laranjas, como sua ex-mulher, Andrea Aprígio, que, segundo o documento, tem mais de R$ 16,38 milhões em bens do bicheiro. No nome de Cachoeira mesmo, foi registrada apenas uma casa, no valor de R$ 1,5 mi.

O juiz reforçou que a prisão decretada por dois anos é "suficiente a afastar o sentimento de impunidade e possibilitar a conclusão das investigações sobre os crimes". Em outro momento, o magistrado chegou a ser chantageado em julho por Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, durante audiências. Ela pagou fiança de R$ 100 mil e foi liberada da prisão.

Alderico é o terceiro juiz a atuar no caso. O primeiro, Paulo Moreira Lima, abandonou o caso após ser ameaçado de morte. Leão Aparecido Alves, que assumiu a 11ª vara, é amigo de um dos réus do processo e foi pressionado a se afastar da apreciação.

Liberdade negada
O magistrado atualmente responsável pelo processo afirmou ter apenas acompanhado o entendimento dos tribunais que haviam rejeitado os habeas corpus solicitados pela defesa.

— A prisão preventiva dele já havia sido decretada, depois ele teve dois habeas corpus negados. O que eu fiz foi apenas reavaliar o caso e seguir a decisão dos tribunais.

A Justiça Federal julgou o habeas corpus que libertou o contraventor há duas semanas e considerou que o tempo de prisão havia se excedido.
R7
 

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