A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou, na manhã desta segunda-feira, 12 pessoas suspeitas de envolvimento em assaltos a residências em bairros de classes média e alta de Belo Horizonte. Segundo a polícia, os criminosos investigados teriam cometido os delitos ao longo de 2012 e roubavam preferencialmente joias, eletrodomésticos e celulares das vítimas.
De acordo com a delegada Carolina Bechelany, da 1ª Delegacia Sul, que investigou o caso, os presos integravam quatro quadrilhas distintas que atuavam nos bairros São Bento, Santa Lúcia, Cidade Jardim e Belvedere, regiões nobres da capital.
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Segundo ela, os suspeitos escolhiam casas aleatoriamente. Porém, as residências que pudessem proporcionar uma rota de fuga melhor eram as preferidas. "Eles são oportunistas. Davam voltas pelo bairro e viam a oportunidade, a situação mais vulnerável.
Em seguida, adentravam à casa rendendo algum funcionário", explicou. Ainda de acordo com Bechelany, os criminosos eram violentos com as vítimas. "Eles entravam armados e faziam o terror. Ameaçavam as vítimas, colocavam armas na cabeça e sempre procuravam algum cofre", disse.
De acordo com Carolina Bechelany, a polícia focou as investigações em cinco residências furtadas. Contudo, a delegada acredita que mais crimes deste tipo tenham sidos cometidos na região. "Existem indivíduos não identificados e outros que ainda estão sendo investigados."
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Depois de 10 meses de investigação, a polícia conseguiu chegar aos suspeitos através de dois receptadores que revendiam os produtos roubados na praça Sete de Setembro, no centro de Belo Horizonte: Claudimar Lopes dos Santos, 39 anos, e Rodrigo Augusto Teixeira, 43 anos, também apresentados hoje. Contudo, somente alguns celulares foram recuperados.
Segundo a delegada, a prática de compra e venda de produtos roubados proporciona esse tipo de assalto na capital. "Só existem os roubos, por causa da facilidade de venda. É importante a investigação sobre a receptação. Inclusive a pessoa que compra esses produtos, tanto de boa quanto de má fé, tem qualificação penal", contou.
Os criminosos foram presos nos bairros Barreio e Morro das Pedras em Belo Horizonte; e em Santa Luiza e Vespasiano, na região metropolitana. A maioria tinha passagem pela polícia por furto, roubo e receptação. A pena inicial para cada suspeito é de quatro anos e varia de acordo com a qualificação de cada crime.
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