Elize chora e mantém versão de que esquartejou marido sozinha

Terra


Em seu primeiro depoimento à Justiça, Elize Matsunaga - acusada de ter matado Marcos Kitano Matsunaga em maio do ano passado - confirmou o depoimento dado à polícia na época do crime e afirmou que foi a autora do disparo que matou seu marido e que agiu sozinha no esquartejamento e tentativa de ocultação do cadáver da vítima. Ela chorou em dois momentos. Ao falar sobre o relacionamento do casal e ao citar a única filha dos dois.

Durante a audiência, ela respondeu somente às perguntas do juiz. Utilizando o seu direito legal, afirmou que se manteria em silêncio para as perguntas vindas da acusação. Ela falou por cerca de 2 horas e 20 minutos. Antes dela, Nathalia Vila Real Lima, 24 anos, apontada como amante do empresário, prestou depoimento de 1 hora e meia.

"Ela não respondeu porque a acusação defende uma tese não verdadeira e que ela agiu de forma premeditada e com crueldade. Na verdade, ela não aguentou a pressão da agressão que sofreu e atirou. Não houve premeditação", disse o advogado de defesa, Luciano Santoro.

De acordo com ele, ela respondeu todas as perguntas feitas pelo juiz e se for a júri popular, deverá agir da mesma maneira. "Ela responderá todas as perguntas do juiz e de alguma testemunha. Mas não à acusação", disse ele.

Luiz Flávio Borges D'Urso, que representa a família de Marcos Matsunaga, afirma que ficou satisfeito com o que ouviu nesta tarde. Segunno ele, qualquer coisa que ela diga neste momento não tem muita importância para o processo.

"A essência está confirmada. A autoria é dela. Ela matou Marcos Matsunaga. O esquartejamento foi feito por ela. Cortou, colocou nas malas e levou o corpo para a estrada na Grande São Paulo". De acordo com o advogado, o choro da acusada faz parte do teatro para a sua defesa.

Para o promotor José Carlos Cozenzo, o depoimento de Elize não passa de um amontoado de mentiras."Neste momento, ela pode mentir o quanto quiser. A acusação está pronta. Ela limitou-se a dizer o que havia afirmado à polícia. Ficou 90 dias ensaindo isso na cadeia", disse ela. Conzenzo disse estar convencido de que ela não agiu sozinha. "Não tem como ela ter agido sozinha e sem premeditar o crime. Esquartejar alguém como foi feito sem as ferramentas adequadas", diz.

A exumação do corpo de Marcos deverá acontecer nos próximos 15 dias a pedido da defesa. Somente após a realização dos exames do corpo é que a Justiça deverá se manifestar sobre a data do julgamento, que deverá acontecer ainda este ano.

Antes de Elize falar à Justiça, Nathalia Vila Real Lima - que manteve um caso extraconjugal com Marcos Matsunaga - foi ouvida pela Justiça. Ela afirmou que teve um relacionamento amoroso com ele nos três meses que antecederaram a sua morte e que Marcos se queixava recorrentemente de que a relação com Elize estava difícil e que as brigas entre o casal era comuns.

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