Desavenças internas na facção TCC – Terceiro Comando da Capital e também de caráter passional teriam motivado o assassinato do presidiário Dino César dos Santos de 36 anos, no início da tarde de ontem (19) na Penitenciária Danilo Pinheiro (P-1), no bairro do Mineirão, em Sorocaba/SP. Outro preso, Edson Rodrigues Albano de 25 anos, é acusado de praticar o crime com duas facas artesanais que foram apreendidas no pátio do presídio. O TCC foi fundado no início dos anos 2000, uma dissidência do PCC – Primeiro Comando da Capital. A P-1 tem maioria de presos integrantes do TCC.
Era em torno de 13h15 quando os agentes perceberam um tumulto, que ao ser contido revelou o corpo do detento Dino César estirado no chão do pátio de recreação do regime fechado. A vítima, natural de São Paulo, morreu ali mesmo.
Após a recolha de mais de 500 homens que estavam no pátio no momento do homicídio, os agentes de segurança penitenciária começaram a percorrer as celas a fim de descobrir a autoria do crime, que foi assumida por Edson Albano, que cumpre pena por roubo. Ele é natural de Guarulhos/SP. Segundo revelou ao delegado Francisco Fraga Silveira, Dino estaria em dívida com a facção, não especificando detalhes. Além disso, o réu confesso disse que o seu desafeto enviou cartas para sua esposa, mas não falou qual era o conteúdo dessas correspondências.
Conforme consta no site da SAP – Secretaria de Administração Penitenciária, atualizado no último dia (04), a Peniteniciária Danilo Pinheiro está superlotada com 221% acima de sua capacidade no regime fechado, e 140% acima da capacidade no regime semiaberto. A unidade foi construída para abrigar 210 no fechado e 140 no semiaberto, que estão, respectivamente, com 675 e 337 homens, num total de 1.012.
Histórico
A disputa de poder entre as facções PCC e TCC causou pelo menos oito mortes na penitenciária de Sorocaba, a maioria delas em 2006. Isso porque o ex-lider da maior facção paulista e fundador do TCC, César Augusto Roriz da Silva, 39, o Cesinha, cumpria pena na P-1. Presos que seriam infiltrados pelo PCC tentavam matá-lo. Cesinha, que fundou o TCC juntamente com José Márcio Felício, o "Geleião", também um dos fundadores e expulso do PCC, foi morto em agosto de 2006 na penitenciária de Avaré, com estocadas de uma lança feita de madeira. Ele cumpria pena de 144 anos por sete roubos e sete homicídios.
Com informações Sorocabana
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