Fronteira é vigiada com escâneres para combater o crime organizado

Da Redação


A nova fase do Plano Nacional de Fronteiras prevê infiltração em quadrilhas internacionais de tráfico e uso de tecnologia, como cinco caminhões capazes de escanear carros em movimento.

Os caminhões escâner já estão em uso pela PRF – Polícia Rodoviária Federal. A licitação foi feita no meio de 2012 e vencida por uma empresa norte-americana pelo valor de R$ 12,9 milhões.

Em formato baú e sem identificação, o caminhão passa ao lado de veículos e produz imagens em raio-x, na tentativa de rastrear drogas, armas e contrabando escondidos nas carrocerias.

Governos estaduais costumam apontar a fragilidade das fronteiras do país – que são de responsabilidade federal – como razão para a entrada de drogas e armas em seus territórios.

No ano passado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), chegou a declarar, que "o problema é a falta de um plano federal para impedir a entrada de armas e drogas pelas fronteiras. Se não fechar, o problema vai continuar".

Anteriormente, os escâneres utilizados no Brasil contavam com uma espécie de braço. As imagens só eram obtidas quando os veículos passavam por baixo dele, o que, segundo policiais, retirava o fator surpresa.

A PRF – Polícia Rodoviária Federal passou a utilizar uma nova arma no combate à criminalidade nas nossas rodovias: escâneres capazes de verificar veículos em movimento e identificar neles eventuais indícios de crime, como drogas, armas, explosivos, munições, pessoas (tráfico de seres humanos) e outros. Esses equipamentos foram adquiridos para auxiliar o trabalho dos nossos policiais, de forma a aumentar a eficiência e reduzir a exposição do policial, que saberá antecipadamente qual veículo abordar e planejar o nível de abordagem.

Como todos sabem, o crime organizado tenta a todo custo transportar seus ilícitos para as os centros consumidores utilizando nossas rodovias, favorecidos por uma fronteira seca. De posse disso, a PRF tem buscando de forma constante o aparelhamento para combater estes ilícitos. Em 2011, a PRF iniciou com um Helicóptero Colibiri de forma definitiva com base em Campo Grande, o Mato Grosso do Sul recebeu do ano passado até agora, 120 novos policiais. Agora, passa a contar também com equipamento escâneres.

O equipamento foi adquirido a um custo de R$2 milhões de reais iniciou seus trabalhos dia (07) de dezembro. Algumas concorrentes do edital criticaram o escâner, sob argumento de que, em algumas ocasiões, ele não tem precisão. Neste dia o escâner flagrou 406 Kg de Cocaína em compartimento escondido no baú de um caminhão câmera fria. Desde esta data, as apreensões continuaram a ocorrer. Até o último dia (28) de fevereiro, foram 522 quilos de Cocaína, 131 pneus contrabandeados, 21 litros de bebidas, 5000 peças de roupas, 1 submetralhadora, 3 pistolas, 2 revólveres, 50 munições, 2 menores sendo transportados juntos com cavalos, 441 medicamentos importados de origem desconhecida (comumente utilizadas como anabolizantes), 221 quilos de Maconha num total de 6 pessoas presas.

Muito mais que uma aquisição de equipamento, os escâneres marcam presença na Estratégia Nacional de Fronteiras, onde atua também nas operações Àgatha e Sentinela.

O modelo comprado permite escanear veículos com ou sem pessoas no interior, sem qualquer risco para a saúde de motoristas e passageiros. (Há um ofício da Comissão nacional de Energia Nuclear referendando isso). Já é utilizado largamente pelos EUA na fronteira com o México.

Em virtude desta possibilidade, pode-se escanear um número muito maior de veículos, já que não é preciso que as pessoas saiam do interior. Basta passar com o equipamento do lado do veículo, mesmo em movimento.

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