Orgânicos e Agroecológicos são debatidos no Assentamento São João, em Batayporã

Da Assessoria


A Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Sustentável de Batayporã através da Prefeitura Municipal realizou no último dia (11) uma palestra sobre “Produtos Orgânicos e Agroecologia” no Assentamento São João daquele município. O encontro contou com a participação dos palestrantes Augusto Cesar Pessoa de Farias e o de Maurício Pecantet, coordenadores da CPORG (Comissão de Produção Orgânica do Estado).

O momento juntos aos produtores rurais teve como objetivo central conscientizar e fomentar a produção de produtos orgânicos no município através da desintoxicação da terra e não mais a utilização de agrotóxicos em suas plantações.

Pecantet abriu a palestra informando que há 186 assentamentos em todo o estado onde cerca de 72 mil famílias encontram-se assentadas, o que corresponde a quase 10% da população do MS, apontando ainda que, dentro de suas especificidades, deve-se levar em conta 03 aspectos fundamentais para o sucesso da produção orgânica e agroecológica a que se espera alcançar na produção das FLVs (Frutas, Legumes e Verduras).

“Quem hoje em não quer ter à mesa produtos de qualidade livres de agrotóxicos que aumentam o riso de câncer e outras doenças? Somente através de mudanças nos hábitos culturais, sociais e ambientais conseguiremos deixar às gerações futuras produtos 100% limpos - livre de agrotóxicos, direto à mesa do consumidor garantindo sustentabilidade e equilíbrio ambiental”, instigou o coordenador.

Segundo Farias, estas ações podem se dar através de linhas de crédito já disponíveis no BB (Banco do Brasil), do Poder Público, Secretaria de Agricultura e Prefeitura Municipal. O Secretário de Agricultura Desenvolvimento Sustentável de Batayporã José Claudinei Giacomini em acordo com o técnico agropecuário da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Município, disse que não mediram esforços junto ao Prefeito Beto Sãovesso (PSDB), que já garantiu todo o respaldo junto aos assentados para que a produção agroecológica possa dar resultados no município.

Como primeira ação, os produtores rurais foram aconselhados a se organizarem através de cooperativas para que num ciclo produtivo e diversificado, ainda que timidamente, eles possam chegar a marca de atender toda a demanda do município no suprimento e abastecimento de produtos “ecologicamente corretos” - e saudáveis- garantindo assim, uma renda extra ao produtor rural, não só para a merenda escolar, ou alguma outras instituições, mas toda a população.

Custo: Através de um diálogo aberto e esclarecedor os assentados do “São João” tiveram a oportunidade de interagir com a equipe técnica e os palestrantes tirando dúvidas, apontando soluções e fazendo planejamento sobre o que e como se deve começar a produção de alimentos orgânicos.

”Não estamos aqui vendendo ilusões. A produção orgânica é relativamente cara, dá trabalho, porém, o consumo e o escoamento dos produtos como logística (atuação de mercado) e o escoamento do produto são garantidos” afirmou Pecantet. O palestrante afirmou ainda que, antes de produzir, é necessário saber, através de uma pesquisa de mercado o que de fato, o consumidor necessita de consumo de FLVs para determinada época do ano visando atender a demanda do mercado consumidor.

"De nada adianta todos produzirmos alface, sendo que há a necessidade de pepino. Desse modo, entra a necessidade de organização do cooperativismo onde, se cada grupo familiar produzir alface, outros, pepinos, beterrabas (etc) garantirão o ciclo produtivo onde todos saem ganhando”, alertou Farias. De acordo com ele, ha vários exemplos de renda garantida pela cultura do cultivo orgânico, como por exemplo, a produção de Diorama, em Goiás (GO), que atenta á produção de FLV, produz ervas e plantas medicinais como a cidreira, capim limão e boldo vendendo toda a produção na indústria farmacêutica para a produção de analgésicos naturais em toda a região, fomentando em 30% a renda dos cooperados.

Selo de Qualidade: De acordo com o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) sobre os produtos orgânicos na venda direta sem certificação, ficou acordado que “ a partir de 1º de janeiro de 2011, todos os produtores que trabalham com venda direta sem certificação devem possuir a Declaração de Cadastro de Produtor Vinculado a Organização de Controle Social- OCS. Esse cadastro é feito junto a Superintendência Federal de Agricultura da unidade da federação onde o produtor esteja sediado.

Em Batayporã. quase 100% dos produtores do município possuem essa declaração e almeja-se num futuro conseguir a marca do selo também dos produtos orgânicos.

No assentamento São João, após toda a explanação sobre o tema, o interesse em produzir produtos orgânicos e agroecológicos foi unânime entre os participantes. “Cerca de sete famílias do local já estão empenhados em começar a produzir “alimentos limpos” e terão todo o apoio da equipe técnica da Prefeitura Municipal de Batayporã”, afirmou o prefeito Beto Sãovesso.
 

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