Redução média de 10% no custo de produção da pecuária intensiva e semi-intensiva registrada no 1º trimestre de 2013 em comparação com igual intervalo do ano anterior pode chegar até o preço de venda da carne bovina. Alerta foi feito aos confinadores de Mato Grosso nesta terça-feira (23), durante evento promovido pela Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato).
Gerente executivo da entidade, Bruno de Jesus Andrade, explica que a redução nos preços das rações devem incentivar a produção e a oferta de carnes de aves e suínos, além da carne bovina. Com o barateamento da carne de frango, há uma tendência de substituir a carne bovina. Por isso, a recomendação é para que os confinadores façam planejamento e negociem antecipadamente os animais com os frigoríficos. Ele acrescenta que as exportações da carne bovina melhoraram neste ano em comparação com 2012, mas o consumo no mercado interno permanece estagnado.
Quanto aos custos de produção, relata que no ano passado a diária do confinamento correspondia a média de R$ 5,50 e hoje se mantém em torno de R$ 5. Para o gerente da Fazenda Santa Maria, Marco Antônio Torres, a alternativa é investir na pecuária semi-intensiva. “Assim conseguimos equilibrar melhor o custo de produção, sem ficar dependendo totalmente das rações à base de soja, milho e caroço de algodão”. Ele acrescenta que na propriedade de 2,5 mil hectares pretende engordar 6 mil bovinos este ano, por meio de semi-confinamento. “Nós temos pouca área disponível para pecuária, porque investimos também no plantio de florestas, e por isso queremos aumentar nossa produtividade, colocando mais animais por hectare”.
Gazeta Digital
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