Mulher é presa depois de tentar aborto em Piracicaba (SP)

Da Redação


Uma mulher de 29 anos, moradora em Piracicaba (160 km de São Paulo) foi presa, na manha desta quinta-feira (2), depois de tentar fazer um aborto aos seis meses de gestação. Ela tomou remédios abortivos, foi internada, mas a equipe médica salvou o bebê, um menino, que teve três pardas cardiorrespiratórias, além de nascer com o cordão umbilical enrolado no pescoço. A criança está internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Piracicaba e ainda corre risco de morte.

De acordo com o Hospital dos Fornecedores de Cana, onde a mulher estava internada, a alta ocorreu às 8h40. Tão logo deixou o local, a mulher foi levada por policiais militares para uma cela do 1º DP (Distrito Policial) da cidade, onde segue detida e aguarda transferência para uma penitenciária feminina.

Segundo informações da Polícia Civil, a mulher foi presa por tentativa de aborto qualificado, quando o bebê sobrevive e sofre danos e sequelas por conta da ação da mãe. Ela pode ser condenada a até dez anos de prisão.

O delegado que atendeu à ocorrência, Emerson Marinaldo Gardenal, chegou arbitrou a fiança em R$ 4.000, mas o valor não foi pago nem pela mulher nem pela família dela, que não sabia da gravidez. A mulher já tem uma filha de 9 anos.

O caso foi enviado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), comandada pela delegada Monalisa Fernandes, que fará as investigações. Procurada, ela informou que recebeu o caso nesta quarta (1) e ainda não tinha se inteirado de todo o inquérito e, por isso, só poderia falar com a imprensa amanhã.

A mulher admitiu que, na manhã de quarta-feira, tomou remédios abortivos. Na sequência, procurou o Hospital Independência alegando sentir dores intensas no estômago. Ela negou a gravidez mesmo quando questionada. "O tempo todo ela negou que estivesse grávida. Quando a criança nasceu, ela falou que não queria ver", disse a enfermeira Joceli da Rocha, que atendeu o caso.

Depois do parto, onde teve as três paradas cardiorrespiratórias, o menino foi enviado à Santa Casa e a mãe acabou enviada ao Hospital dos Fornecedores de Cana. "Quando eu disse que o bebê havia sobrevivido, todos se emocionaram. A gente fica com a sensação de dever cumprido", disse a também enfermeira Priscila Marcelino.

A reportagem tentou contato com a família da mulher, mas ninguém quis se pronunciar sobre o assunto. Segundo a polícia, familiares disseram que tem interesse em ficar com o menino, mas a situação será definida pela DDM.

Com Bol

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!