Documentos ligam policiais civis ao contrabando

Da Redação


Documentos exclusivos obtidos pelo "Jornal da Band" revelam que policiais atuavam para facilitar o contrabando no centro de São Paulo. O esquema foi descoberto há três anos pela Polícia Federal. Até agora, nenhum policial civil citado na investigação foi punido.

A reportagem teve acesso às escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Numa delas, um policial civil combina o encontro para o pagamento da propina. Ele é apontado como intermediário do esquema entre policiais e comerciantes. De acordo com a Polícia Federal, o acordo foi firmado no prédio onde funciona a 1ª Delegacia Seccional da capital paulista.

Em outra conversa, dois advogados também ligados aos comerciantes falam sobre uma apreensão de produtos piratas feita pela Guarda Civil com apoio da Polícia Militar e citam nomes de policiais conhecidos.

A investigação tem até escutas em mandarim traduzidas pela Polícia Federal. Uma delas revela o valor da propina paga a policiais para não apreender mercadorias contrabandeadas: R$ 300 mil.

Três agentes foram presos e um delegado federal indiciado. Mas até agora nenhum dos mais de 20 policiais civis apontados no inquérito foi investigado pela própria corporação. Eles continuam trabalhando normalmente.

Os prejuízos provocados pelo contrabando e pirataria chegam a R$ 100 bilhões por ano, segundo a Receita Federal: um esquema mantido também pela corrupção. Em 2011, uma investigação da Polícia Federal apontou o envolvimento de policiais com comerciantes chineses da rua 25 de Março.

Com informações Band

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