Centenas de caminhoneiros bloquearam nesta segunda-feira com seus veículos duas importantes rodovias de São Paulo para exigir uma redução dos preços do combustível e dos pedágios, no início de uma paralisação que prometem manter durante 72 horas.
A greve foi convocada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), um dos sindicatos do setor, que uniu-se assim aos protestos que há três semanas estremecem ao país sul-americano. Em uma nota divulgada hoje, o MUBC pediu a seus filiados a "manter o protesto" até na próxima quinta-feira. "Serão 72 horas de mobilização", por isso "recomendamos a todos a não programar viagens para esse período, para reduzir o número de veículos de carga nas estradas, mas sem causar transtornos aos cidadãos", diz o comunicado.
O bloqueio em São Paulo, onde em 10 de junho uma alta dos preços do transporte público suscitou a onda de protestos que se regou depois por todo o país, começou a primeira hora de hoje e sua primeira e única consequência foi um enorme engarrafamento de passagem.
O comunicado do MUBC pede aos filiados ao sindicato "darem um apoio imediato às manifestações populares que se registram no país" e a "exigir do governo que melhore a situação do transporte de cargas no país". Nesse sentido, o sindicato exige "subsídios para o diesel, para baratear os preços dos alimentos e de todos os produtos"; a eliminação dos pedágios para os caminhoneiros e uma fiscalização maior dos motoristas que trabalham sem as devidas licenças.
A convocação do MUBC teve eco em São Paulo e em algumas regiões de Minas Gerais, onde várias estradas também foram bloqueadas por caminhoneiros.
Cobertura do Jornal da Nova
Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!






