Jurado se apaixona por mulher e livra da pena de morte


A americana Jodi Arias de 34 anos, do Arizona, foi acusada de matar o namorado Travis Alexander, de 30, num ataque de ciúmes. Jodi, que poderia ter sido condenada à morte, pegou prisão perpétua.

O motivo: um dos jurados decidiu votar pelo encarceramento pela vida toda, livrando-a  da sentença capital. Tudo porque ele ficou apaixonado pela acusada no tribunal.

A revelação espantosa foi feita pelo promotor Juan Martinez, que vai lançar um livro em 2016 sobre os bastidores do caso que foi manchete dos principais jornais do mundo.

Martinez (foto), que aparece abaixo ao lado de Jodi (ela mudou muito desde que foi presa), diz em seu livro que um jurado ficou "perdidamente apaixonado" pela mulher.

"O jurado não conseguia tirara os olhos de Jodi", escreveu Martinez no livro.

Mas o promotor não deu nome ao jurado. Quem decidiu contar a identidade dele foi outra jurada, Tara Harris Kelley de 32 anos, que sentou-se no tribunal, durante o julgamento, ao lado do homem que se encantou com a assassina. Ela deu entrevista ao jornal New York Post.

Tara afirmou ao jornal americano que "Bill Zervakos de 71 anos, foi um dos que votaram contra a pena de morte de Jodi”.

Tara esclarece: "Não li o livro, mas, baseado no que vi durante o julgamento, posso dizer com certeza que Bill foi esse jurado que tirou a acusada do corredor da morte".

"Jodi [foto] estava bem diferente do que era quando cometeu os crimes. Ela já não era loira, nem tão bonita, vistosa como era quando foi acusada de matar o namorado", lembra Tara.

Mas, ainda assim, Bill me disse que a achava bonita e atraente. Chegava a ficar observando  pra ela, enquanto os outros jurados nem conseguiam olhar pra ela", diz Tara.

"Não consigo ter o menor respeito por um homem que se apaixona por uma mulher acusada de assassinato", completa Tara.

O jurado apontado como o homem que se apaixonou pela acusada é este homem da foto acima. Entrevistado pelo jornal New York Post, Bill negou o interesse pela assassina e mostrou-se indignado pela revelação.

"Tenho 71 anos, como alguém pode inventar uma coisa dessas? Não tenho e nunca tive interesse por Jodi", assegurou.

Tara discorda: "Ele me disse que se gabava de ser mulherengo e não ligava para o fato de a mulher ser uma assassina. Com certeza foi Bill quem evitou a pena de morte de Jodi".

"Isso tudo é ridículo. Votei pela prisão perpétua porque não concordei com os argumentos da promotoria", disse Bill a respeito do crime cometido por Jodi.

Jodi está cumprindo pena pela morte do namorado e continua apelando para que sua sentença seja reduzida. O crime ocorreu em julho de 2008, em Phoenix, no Arizona, e chocou os Estados Unidos.

O assassinato ocorreu após Alexander ter dito que queria se mudar para o México com outra mulher. Enciumada, Jodi ficou enfurecida e, segundo a polícia, esperou o namorado ir ao banheiro  para atacá-lo. Esfaqueou Alexander enquanto ele estava no banho. Caído no chão, ele foi atingido na cabeça por um tiro. Jodi ainda cortou a garganta dele.

Alexander, o namorado, foi morto com 27 facadas em sua casa. Levou um tiro. A polícia disse que Jodi teria tentado decapitá-lo. Ele não desconfiava, claro, que a namorada iria atacá-lo logo em seguida.

Além de convencer o namorado a tirar a última foto, ela fez várias imagens do corpo dele, esfaqueado e com tiro na cabeça. Jodi tinha paixão por fotografia, segundo contou em interrogatórios.

Após cometer o crime, ela fugiu. Os amigos, preocupados, foram até o apartamento dele e encontraram o corpo, ainda no banheiro, cheio de sangue.

A polícia foi chamada e descobriu, no apartamento da vítima, a máquina fotográfica de Jodi. Estava dentro da máquina de lavar.

Oficiais acharam foto dela com a amiga e centenas de imagens da assassina com o namorado, incluindo nudes, e as imagens do corpo dele. A arma usada no crime, investigadores descobriram depois, era calibre 25 – a mesma que Jodi tinha pedido emprestado dos avós dela. Ela foi presa e alegou legítima defesa.

Tese que a promotoria desmontaria com detalhes no julgamento. O casal se conheceu numa conferência sobre marketing, em 2006. Os dois eram vendedores. Mas Jodi morava na Califórnia, trocaram mais de 80 mil e-mails. O namoro não engatou porque Alexander já tinha um relacionamento. Ele vivia em outra cidade na época, chamada Mesa, também no Arizon.

Jodi chegou a se mudar para o Arizona só para ficar mais perto do homem por quem se dizia apaixonada. Trabalhou como garçonete, até que os dois começaram o romance.

Alexander dizia, na época, que Jodi a estava perseguindo. Mas continuou com ela, até decidir, em 2008, terminar a relação, o que detonaria o crime.

Presa, Jodi negou o crime. Mas, durante o interrogatório, alegou. Policiais e investigadores presentes à confissão chegaram a dizer que Jodi "riu muito ao narra os detalhes do crime". Anos depois, durante o julgamento, Jodi passou a pedir pela pena de morte "porque preferia não apodrecer na cadeia".

Mas, em outro momento do julgamento, ela se arrependeu e voltou a falar que merecia "apenas ficar na cadeia pelo crime terrível" que cometeu. O julgamento parou os Estados Unidos. Chegou a ser transmitido ao vivo.

A promotoria mostrou os detalhes do crime, e provaram que o assassinato foi premeditado. Um segundo júri foi formado, sem Bill Zervakos e Tara Harris Kelley, e novamente os jurados decidiram pela prisão perpétua. Ela está apelando da sentença. Sua defesa alega que ela "agiu sob forte impacto emocional".

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