Reeducandos de penitenciária reformam móveis de ceinfs e escolas municipais

Da Assessoria


Reeducandos da Phac – Penitenciária Harry Amorim Costa, em Dourados, estão trabalhando na reforma de móveis dos Ceinfs – Centros de Educação Infantil e escolas da Rede Municipal de Ensino. A ação faz parte de um convênio estabelecido entre a ACPF – Associação Cristã Pais e Filhos, parceira da Agepen – Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, e a Secretaria Municipal de Educação de Dourados.

Estão sendo reformados berços, cadeiras, carteiras escolares, estofados, armários de aço, entre outros. Os internos atuam desde o desmonte ao acabamento das peças. “A oficina está repleta e tudo está sendo reformado com muito capricho, fica tudo novo, parece até que acabaram de sair da fábrica”, ressalta a presidente da ACPF, Edna Coronel.

Atualmente, dez reeducandos trabalham no setor de reformas e recebem ¾ do salário mínimo, além de remição de um dia na pena a cada três trabalhados.

Éder Aparecido Vilhalva de 27 anos, está muito feliz com o trabalho. O detento conta que estar atuando na marcenaria do presídio está refletindo até mesmo na confiança da família. “Muda a nossa mentalidade, e a gente passa um exemplo bom para os nossos familiares. É muito gratificante e estimula a gente a acreditar que pode construir uma nova vida lá fora”, afirma.

Para o interno Anderson Pedro de Moraes de 25 anos, a profissão aprendida no presídio poderá ser uma oportunidade de conquistar uma vaga no mercado de trabalho quando estiver em liberdade. “Já aprendi a trabalhar com todas as ferramentas, fazer móveis, mexer com solda e tenho certeza que posso trabalhar com isso”, garante.

Investir em frentes de trabalhos para os custodiados, segundo o diretor da Phac, Joel Rodrigues, reflete diretamente no bom comportamento dos internos e serve como incentivo e oportunidade de reinserção social. “E esse trabalho de reforma dos móveis ainda tem o fator social, já que eles estão trabalhando diretamente para o benefício da sociedade”, destaca.

De acordo com a ACPF desde o início do convênio, em abril, até agora cerca de 800 móveis foram consertados. O prazo inicial do convênio é de um ano.

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