Ao lado de Ivinhema, Nova Andradina se figura entre os melhores da região

“Diferente do divulgado anteriormente pela reportagem, avalição na educação não caiu. Saltou de 0,456 em 1991para 0,721 em 2010.”

José Antônio de Andrade


Nova Andradina e Ivinhema estão entre as melhores cidades do estado para se viver. Conforme o estudo sobre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) intitulado 'Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013'.

Conforme pesquisa levando pela reportagem do Jornal da Nova, os dados indicam que estes dois municípios, figuram entre os 1301 melhores municípios do país para se viver.

Nova Andradina - O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Nova Andradina é 0,721, em 2010. O município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,148), seguida por Longevidade e por Renda. Entre 1991 e 2000, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,243), seguida por Longevidade e por Renda.

Evolução - Entre 2000 e 2010
O IDHM passou de 0,630 em 2000 para 0,721 em 2010 - uma taxa de crescimento de 14,44%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 24,59% entre 2000 e 2010.

Entre 1991 e 2000
O IDHM passou de 0,456 em 1991 para 0,630 em 2000 - uma taxa de crescimento de 38,16%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 31,99% entre 1991 e 2000.

Entre 1991 e 2010

Nova Andradina teve um incremento no seu IDHM de 58,11% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (49,39%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 48,71% entre 1991 e 2010.

Renda
A renda per capita média de Nova Andradina cresceu 110,47% nas últimas duas décadas, passando de R$326,96 em 1991 para R$509,77 em 2000 e R$688,15 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 55,91% no primeiro período e 34,99% no segundo. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 8,04% em 1991 para 4,37% em 2000 e para 2,54% em 2010.

A desigualdade diminuiu: o Índice de Gini passou de 0,52 em 1991 para 0,55 em 2000 e para 0,48 em 2010

Ranking
Nova Andradina ocupa a 1266ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 1265 (22,73%) municípios estão em situação melhor e 4.300 (77,27%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 78 outros municípios de Mato Grosso do Sul, Nova Andradina ocupa a 8ª posição, sendo que 7 (8,97%) municípios estão em situação melhor e 71 (91,03%) municípios estão em situação pior ou igual.

Perspectiva para Nova Andradina
No próximo levantamento, o município de Nova Andradina poderá subir para posições mais confortáveis, pois no período do levantamento do censo anterior, Nova Andradina passava por uma crise de empregos e renda muito forte. O que evidentemente poderá revertido com a retomada de geração de empregos e renda, após a ativação da Unidade de processamento de carnes, “JBS”.

A saúde é outro ponto que poderá ajudar na elevação do IDHM, quesito longevidade, pelos investimentos na área da saúde. Como por exemplo: o Centro de Triagem e Hospital de Câncer que estão sendo construídos na cidade, além da consolidação do Hospital Regional, com mais investimentos, já anunciados. Ficando a educação, para ser encarada como prioridade a ser melhorada pela gestão pública.

Ivinhema - O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Ivinhema é 0,720, em 2010. O município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,180), seguida por Longevidade e por Renda. Entre 1991 e 2000, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,238), seguida por Longevidade e por Renda.

Evolução - Entre 2000 e 2010
O IDHM passou de 0,590 em 2000 para 0,720 em 2010 - uma taxa de crescimento de 22,03%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 31,71% entre 2000 e 2010.

Entre 1991 e 2000
O IDHM passou de 0,418 em 1991 para 0,590 em 2000 - uma taxa de crescimento de 41,15%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 29,55% entre 1991 e 2000.

Entre 1991 e 2010

Ivinhema teve um incremento no seu IDHM de 72,25% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (49,39%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 51,89% entre 1991 e 2010.

Renda
A renda per capita média de Ivinhema cresceu 163,03% nas últimas duas décadas, passando de R$260,49 em 1991 para R$397,05 em 2000 e R$685,17 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 52,42% no primeiro período e 72,57% no segundo. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 13,89% em 1991 para 5,71% em 2000 e para 1,07% em 2010.

A desigualdade diminuiu: o Índice de Gini passou de 0,51 em 1991 para 0,53 em 2000 e para 0,48 em 2010.

Ranking
Ivinhema ocupa a 1301ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 1300 (23,36%) municípios estão em situação melhor e 4.265 (76,64%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 78 outros municípios de Mato Grosso do Sul, Ivinhema ocupa a 11ª posição, sendo que 10 (12,82%) municípios estão em situação melhor e 68 (87,18%) municípios estão em situação pior ou igual.

Perspectiva para Ivinhema
Ainda conforme apurou a reportagem, a forte alavancagem industrial que Ivinhema passa nos últimos meses, ainda não pesou, favorável ao município, nesta pesquisa. O que poderá eleva ainda mais a “Capital da Cana” como cidade destaque no país, no próximo IDHM Municipal.

Pior IDHM do Vale do Ivinhema
Taquarussu tem destaque negativo, sendo considerado o pior município avaliado da região, com 0,769 de IDHM, considerado “Nível Médio”, e na 3090ª posição. O município vai mal, em dois quesitos pesquisados. Os índices apontam: longevidade/0,769 “Alta”, renda/0,657 e educação/0,545 - com a pior avaliação na região.

Nas demais cidades da região a situação não é para se chorar, tampouco para ser comemorada. Novo Horizonte do Sul, Anaurilândia - Angélica e Batayporã apresentam índices de IDHM de 0,649 – 0,670 - 0,697 e 0,684 respectivamente. Bataguassu um pouco acima destes, 0,710 – apesar de estar atrás de Nova Andradina e Ivinhema, também apresenta “Nível Alto”.

Melhores e piores IDHM de Mato Grosso do Sul
No estado, apenas os municípios de Campo Grande, Corumbá e Naviraí se figuram entre os municípios brasileiros com índices de IDHM Municipal considerado “Muito Alto”.

Já o destaque negativo no estado, fica por conta de Japorã, com 0,526 – Paranhos, com 0,588 - Coronel Sapucaia, com 0,589 e Tacuru com 0,593 – com níveis de IDHM considerados baixo.

IDHM Nacional - O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) do Brasil cresceu 47,5% entre 1991 e 2010, segundo o "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013". A classificação do IDHM geral do Brasil mudou de "muito baixo" (0,493), em 1991 para "alto desenvolvimento humano" (0,727), em 2010. Em 2000, o IDHM geral do Brasil era 0,612, considerado "médio".

Melhor IDHM do Brasil
De acordo com a publicação, a cidade brasileira com o IDHM mais elevado é São Caetano do Sul (SP)

Entenda - O IDH dos municípios vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de um, melhor. O índice considera indicadores de longevidade (saúde), renda e educação e foi medido pela terceira vez pelo órgão da ONU - outras duas edições da pesquisa foram divulgadas em 1998 e 2003.

No atlas de 2013, o IDH foi calculado com base nos dados do censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No atlas de 2003, as informações são as do censo de 2000, e, para 1998, a base de dados foi a de 1991. No entanto, neste ano, o Pnud mudou os critérios de aferição do índice, e atualizou os dados dessas duas pesquisas anteriores com base nesses novos critérios.

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