Polícia Civil prende médico suspeito de matar a fisiculturista Renata Muggiati

Da Redação


O médico Raphael Suss Marques foi preso na manhã desta sexta-feira (15) em seu apartamento, localizado no centro de Curitiba (PR), por policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele é suspeito de matar a namorada fisiculturista Renata Muggiati no dia 12 setembro de 2015.  A prisão é preventiva. Além da prisão, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência e na clínica do médico.

O inquérito foi encerrado no mês passado (dezembro) e concluiu que Renata foi morta pelo namorado e depois jogada do 31º andar do prédio que o casal morava, no centro daquela capital.

O médico foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado – em caso de condenação a pena pode chegar a 30 anos.

Caso

A fisiculturista morreu na madrugada de sábado (12) de setembro passado, depois de, supostamente, ter se jogado da janela do apartamento onde morava com o companheiro, no 31° andar de um edifício no centro de Curitiba (PR). Renata era campeã paranaense, sul-americana e brasileira de Body Fitness IFBB.

Vizinhos do casal relataram à polícia que os dois viviam um relacionamento conturbado e protagonizavam brigas violentas com frequência. Fotos da modelo com ferimentos no rosto também fizeram a polícia entrar no caso. Além disso, antes da queda do prédio, Renata teria deixado uma mensagem no facebook, afirmando que se suicidava “feliz e em paz” “depois de sofrer três dias de agressões”.  A mensagem foi analisada pela polícia para saber se ela foi publicada antes ou depois da queda.

Laudos apontam que Renata Muggiati foi asfixiada antes de cair do prédio onde morava com o namorado - Foto: Reprodução/Facebook“Bom, aviso a todos q me seguem que hoje eu meu ultimo diante vida, depois de sofrer 3 dias agressões e por amar a pedsoabq q estava me suicido feliz e em paz”, dizia a postagem de Renata na íntegra, e que foi apagada do seu perfil.

O que chamou a atenção de colegas é que, uma hora antes do texto falando de suicídio, a atleta teria postado na rede social “‘em my sweet home” (no meu doce lar, em tradução livre). Os erros na mensagem também despertaram desconfiança de amigos, que fizeram posts alegando desconfiar de suicídio. Uma amiga da modelo afirmou que Renata não admitia escrita errada.

O médico endocrinologista namorado de Renata é suspeito de ter jogado a fisiculturista pela janela. Ele afirmou à Polícia que, na noite em que Renata morreu, ela tentou se jogar duas vezes, mas ele impediu. Na terceira vez, ele afirmou que estava em outro cômodo da casa e não conseguiu evitar. No depoimento, ele também disse que a atleta sofria de depressão.

A polícia solicitou exames técnicos para apurar o suposto suicídio, entre eles exame toxicológico, coleta de impressão digitais no apartamento e recolhimento de amostras sob as unhas de Renata, para saber se houve briga antes dela cair ou pular da janela.

Laudo IML

O IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba (PR) divulgou na sexta-feira (25) de setembro de 2015, o laudo sobre a morte da fisiculturista Renata Muggiati. De acordo com o documento, as amostras pulmonares, hepáticas, cardíaca e o osso hioide em monobloco – que fica na parte anterior do pescoço, abaixo do maxilar inferior e à frente da porção cervical da coluna vertebral – foram submetidas ao exame.

Segundo o diretor do IML de Curitiba (PR), Carlos Alberto Peixoto Baptista, a fisiculturista foi asfixiada por mais de 1 minuto e meio e teve uma fratura no osso hioide, que fica na parte anterior do pescoço.

Segundo a delegada que investigou o caso, Ana Cláudia Machado, o relatório final das investigações foi “conclusivo”. “Para nós ficou comprovado o que a suspeita já apontava”, disse a delegada - Foto: Divulgação/Carlos Soares/PC

O diagnóstico mostrou congestão aguda acentuada, focos de hemorragia parenquimatosa e edema moderado nos pulmões; congestão passiva aguda no fígado; hipertrofia cardíaca discreta nas amostras cardíacas; fratura de ramo esquerdo do osso hioide – que fica na parte anterior do pescoço – com reação vital representada por infiltração hemática nos tecidos moles (fibro-musculares) circunjacentes.

Com informações Polícia Civil e Grupo Ric

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