Proibição de visita gera princípio de rebelião no EPAM

Redação


A proibição da entrada no presídio de uma mulher que veio do estado do Espírito Santo para visitar o marido preso, acabou gerando revolta nos detentos e um princípio de rebelião no EPAM (Estabelecimento Penal de Amambai), na tarde desse domingo, 2 de outubro.

Revoltados com a negativa, por parte da direção do presídio, da entrada da visitante, os detentos se negaram a retornar às celas após o horário de visita e por certo tempo tomaram os corredores do presídio, que é de segurança mínima e conta com um número reduzido de funcionários.

Por conta da ação rebelde dos detentos, a 3ª Companhia de Polícia Militar, com sede em Amambai, encaminhou todo o efetivo que atuava no patrulhamento das ruas da cidade para o Estabelecimento Penal e acionou o “plano de chamada”, mobilizando o efetivo de folga.

As informações são que, com a chegada da PM, um diálogo foi estabelecido e os detentos resolveram retornar as suas celas.

Com a ausência do diretor atual do EPAM, Antônio José dos Santos, que mora em Dourados e apesar da superlotação e da fragilidade do presídio, não permanece em Amambai aos finais de semana, o diretor afastado do EPAM por conta de investigações do Ministério Público Estadual, que ainda estão em trâmite, Alexandre Ferreira, teve que ser acionado pelo Poder Judiciário para dialogar com os detentos e acalmar os ânimos.

Alexandre, que administrou o Estabelecimento Penal de Amambai desde que a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) de Mato Grosso do Sul, assumiu o presídio, reside em Amambai e através de diálogo com os detentos, sempre manteve o controle da unidade prisional através do diálogo com os detentos.

Desde que a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) de Mato Grosso do Sul, assumiu a então cadeia pública local, nunca ocorreu ameaça real de rebelião no presídio de Amambai como a ocorrida na tarde desse domingo.

Falha administrativa pode ter gerado tumulto

Uma falha administrativa no presídio pode ter sido o “estopim” para o início de rebelião na tarde desse domingo no EPAM de Amambai.

Segundo informações passadas a nossa reportagem, ao chegar ao Estabelecimento Penal para visitar o marido, a mulher precursora do início de rebelião, foi barrada por não portar cadastro e documentos exigidos pela direção do Estabelecimento Penal.

Funcionários teriam contatado o diretor do presídio em Dourados, que teria negado a visita, o que obrigaria a mulher a retornar para seu estado de origem após a longa viagem sem visitar o marido preso ou ter que esperar em Amambai até esta segunda-feira para ser atendida pelo diretor do presídio.

Bomba Relógio

O Estabelecimento Penal de Amambai (EPAM) que é classificado como de segurança mínima e está situado no centro comercial da cidade é apontado como uma “bomba relógio” que pode explodir a qualquer momento.

O presídio tem capacidade para abrigar apenas 67 presos, mas atualmente conta com 211 detentos no regime fechado, 197 homens e 14 mulheres, a maior parte deles condenados ou aguardando julgamento pelo crime de tráfico de drogas. (com informações A Gazeta News)

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