Artuzi não resiste ao câncer e morre no Hospital Evangélico

Dourados Agora


Morreu por volta das 22h30 desta sexta-feira (23), no Hospital da Evangélico, em Dourados, o ex-prefeito, Ari Valdecir Artuzi. Ele lutava contra um câncer colorretal descoberto em 2011. Ele já havia passado por duas cirurgias para retirada de parte do intestino e estava com a saúde bastante debilitada.

A primeira cirurgia foi realizada ainda em 2011. Na época foi constatada a existência de um tumor, sendo necessário submetê-lo a uma ‘colectomia’ (retirada de tecido do tumor para biopsia). Em razão do tumor, foi extraída também uma parte do intestino grosso. Em junho deste ano, o procedimento teve que ser repetido.

Natural de São Valentim, Rio Grande do Sul, Ari Valdecir Artuzi viu sua rotina ser alterada por causa da doença. Acostumado com uma vida intensa, agitada, ele teve que se recolher em razão da doença. Ainda assim procurava realizar suas tarefas diárias, mesmo com recomendações médicas que a proibiam.

Uma das restrições que o ex-prefeito tinha era sobre a alimentação. Ele tinha acompanhamento nutricional e era obrigado a seguir à risca algumas regras, porém, às vezes acabava se descuidando, sendo internado às pressas.

Ultimamente Ari Artuzi estava evitando ingerir alimentos sólidos, estando restrito principalmente a sopas, frutas e verduras, conforme disse recentemente ao Dourados Agora a esposa Marinete Bezerra. Era ela que cuidada do marido.

Biografia

Ari Artuzi mudou-se para Dourados em 1992. Trabalhou como cabo eleitoral nas campanhas de seu tio, o Dioclécio Artuzi, em 1992 e 1996. Em 2000, Ari Artuzi candidata-se e é eleito vereador. Em 2002 pelo PMN, e em 2006 pelo PMDB, é eleito deputado estadual. Em setembro de 2007 troca o PMDB pelo PDT e em 2008 é eleito prefeito de Dourados.

No ano seguinte, em julho de 2009, na Operação Owari, a Polícia Federal prendeu 42 pessoas, incluindo assessores, o vice-prefeito e secretários. A partir daí a administração de Artuzi é abalada.

Em agosto de 2010, o prefeito Ari Artuzi foi preso temporariamente pela Polícia Federal, na Operação Uragano. Ele foi acusado de chefiar um esquema de fraude em licitações para desviar dinheiro público. O ex-prefeito carlinhos Cantor, oito vereadores, secretários municipais e prestadores de serviços também foram detidos. Ninguém foi condenado até hoje.

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