PR não fará barganha com o PMDB

Redação


A cúpula regional do PR, apesar de ceder o deputado federal Edson Giroto ao PMDB com a garantia de não pedir seu mandato na Justiça por infidelidade partidária, promete não fazer barganha na hora das negociações em torno da chapa majoritária, encabeçada por um peemedebista, que concorrerá à prefeitura de Campo Grande nas eleições de 2012.

Eleito pelo PR como o deputado mais votado de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2010, Giroto retorna ao PMDB praticamente como “carta-marcada” para disputar à sucessão do prefeito Nelsinho Trad, ano que vem, embora teoricamente seu nome será submetido, primeiro, à apreciação de pesquisas de opinião pública juntamente com os demais pré-candidatos ao partido: Carlos Marun, Edil Albuqueque e Paulo Siufi.

O critério de pesquisas qualitativas e quantitativas vem sendo adotado pelo comando do PMDB desde à época em que André Puccinelli, hoje governador do Estado, era prefeito de Campo Grande.

Na prática, os republicanos asseguram que não pretendem usar o fato de ter negociado o retorno do deputado ao PMDB como barganha para cobrar a indicação do candidato a vice-prefeito.

Em entrevista à imprensa na manhã desta quinta-feira (06), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Paulo Corrêa, um dos principais líderes do PR no Estado, garantiu que a legenda não trata como ponto prioritário cobrar a vaga de vice numa eventual candidatura de Giroto.

Corrêa falou que o retorno de Giroto aos quadros peemedebistas faz parte de um projeto costurado conjuntamente entre o PMDB e o PR, que atualmente integram a mesma coligação no Estado. O deputado republicano admitiu que é mais fácil Giroto conquistar a prefeitura da Capital via PMDB, do que por intermédio do PR.

Ele ressaltou que pesquisas feitas pelo PMDB mostram que, uma vez na legenda, as chances de Giroto vencer as eleições a prefeito em 2012 são maiores. “O governador (André Puccinelli) nos mostrou pesquisas que mostraram isso (o benefício de Giroto ir para o PMDB). Ficou claro que o Giroto será o candidato”, falou Corrêa.

O parlamentar do PR frisou que o vice da possível chapa de Giroto poderia ser de um partido que hoje integra a oposição, como o PDT, uma vez que isso tende a ampliar o apoio do eleitor mais de esquerda à candidatura do deputado. “O vice tem que ter o poder de aglutinar mais partidos”, analisou Corrêa.

APRESENTAÇÃO

Na quarta-feira (05), antes mesmo de assinar a ficha de filiação ao PMDB, o que deve ocorrer hoje, Giroto foi apresentado ao presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), já como candidato do partido em Campo Grande, mesmo diante da disputa interna que indicará o representante da legenda na disputa do ano que vem.

Giroto foi ao Palácio do Planalto acompanhado pelo governador André Puccinelli e pelo senador Waldemir Moka. (Com infomrações O Progresso)

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