Governo de São Paulo admite que PCC é uma realidade

Da Redação


O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, declarou nesta segunda-feira (14) que a secretaria e o governo já tinham conhecimento dos planos de ataque ao governador Geraldo Alckmin, revelados por escutas telefônicas de uma investigação do MPE – Ministério Público Estadual. As informações são do “R7”.

Grella disse também que é necessário atuar em várias frentes para que a polícia e a secretaria possam identificar os líderes e os integrantes de facções criminosas.

“O PCC é uma realidade”.

Nesta manhã, o governador se encontrou com a cúpula de Segurança do Estado para debater medidas em relação à atuação das facções criminosas dentro dos presídios.

Entre as ações da secretaria, está o pedido de transferência para regime diferenciado de 35 criminosos — que seriam levados a penitenciárias de segurança máxima do Estado. Segundo Grella, dois criminosos já tiveram a transferência de regime. O secretário enfatizou ainda que a polícia está pronta para lidar com uma eventual nova onda de ataques do PCC, como a ocorrida em 2006.

“Estamos preparados para qualquer situação”.

O governador Geraldo Alckmin anunciou também uma força tarefa que envolve a Polícia Militar, Polícia Civil, SAP – Secretaria de Administração Penitenciária e Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado com o objetivo de monitorar o crime organizado e as ações das facções criminosas. Além disso, o governador espera implantar, até dezembro deste ano, um sistema de bloqueadores de celulares nos 23 presídios que estão sob responsabilidade do governo do Estado.

Segundo o governador, isso ainda não foi feito em "razão de uma limitação técnica". No primeiro semestre deste ano, testes de bloqueadores chegaram a ser feitos em três penitenciárias, mas a tecnologia usada bloqueava os celulares da região inteira ou não conseguia bloquear o sinal dos aparelhos móveis.

Alckmin declarou também que já há uma equipe mobilizada para averiguar o envolvimento de policiais com o crime organizado e, caso seja comprovada participação, todos "serão punidos conforme a lei". Grella informou que neste ano, mais de 100 policiais militares e civis foram afastados de seus cargos sob suspeita de envolvimento com o crime.

Em relação a sua segurança pessoal, o governador voltou a dizer que não irá aumentar seu efetivo de segurança.
 

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