Brasil reduz número de pessoas miseráveis, mas ainda é desigual


O Brasil alcançou as maiores economias do mundo e conseguiu reduzir consideravelmente o desemprego, segundo um estudo realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). No entanto o esforço feito para reduzir a desigualdade ainda tem um longo caminho pela frente.

De acordo com o relatório, de 184 páginas, a população em estado de pobreza absoluta (ganha menos de US$ 2 ao dia) caiu de 29,22% em 1995 para 5,9% em 2012, cerca de seis vezes. A maior queda aconteceu a partir de meados dos anos 2000.

A desigualdade, medida pelo índice Gini, também caiu nesse período, mas o Brasil ainda está em antepenúltimo lugar entre 69 países. Segundo a OCDE, no ritmo atual, serão necessários pelo menos 20 anos para que o País atinja os níveis registrados nos Estados Unidos, que é uma das economias mais desiguais da organização.

Emprego

Na última década, mais de 40 milhões de brasileiros chegaram à classe média. Isso representa um em cada cinco brasileiros. Um dos fatores para esse resultado positivo é o emprego.

Cerca de sete em cada dez brasileiros em idade de trabalho estão empregados e mais vagas estão sendo criadas. A taxa de desemprego está em 5,4%, um nível historicamente baixo.

Por outro lado, os jovens têm três vezes mais riscos de ficarem desempregados no País do que um adulto. A OCDE sugere que o Brasil crie condições mais favoráveis para que os empregadores contratem e invistam nos jovens e que se assegure de que todos os jovens saiam da escola com as competências exigidas no mercado de trabalho.

Educação

O gargalo para melhorar a empregabilidade dos jovens é a educação. O nível de instrução vem crescendo no Brasil, mas o alto número de abandonos escolares aumenta a desigualdade e deixa o capital humano abaixo dos padrões da OCDE.

Segundo a organização, 55% das crianças brasileiras de quatro anos se encontram matriculadas em programas de educação da primeira infância, mas a média da OCDE é de 79%.

Em 2010, o Brasil investiu 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, abaixo da média de 6,3% dos países da organização, apesar de ter uma proporção de jovens dentro na população acima da maioria dos países do grupo.
 

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!