Uma quadrilha formada por 15 assaltantes realizou, na noite de domingo (16), um dos maiores roubos do ano em São Paulo. Os criminosos invadiram a empresa de guarda e transporte de valores Protege, na Água Branca, Zona Oeste da capital, e saíram de lá com três carrinhos do tipo empilhadeira manual lotados de dinheiro. A firma não divulgou o montante roubado, mas, estima-se que 21 malotes, com média de R$ 2 milhões cada, tenham sido levados pelo bando, o que poderia ultrapassar a quantia de R$ 40 milhões. Os ladrões usaram um carro-forte da Protege para fugir com todo o montante. A polícia ainda não tem informações sobre os valores roubados.
Para ter acesso à empresa, os criminosos dominaram o supervisor Rogério Luiz Fernandes, de 32 anos, que saía de casa, na Zona Norte. Eram 17h10 de domingo. Três homens e duas mulheres, que estavam dentro de um Fiat Doblo cinza, abordaram o supervisor. De acordo com depoimento dele aos policiais da 5 Delegacia de Repressão a Roubos a Banco, o bando disse que sua mulher estaria rendida em casa e só seria libertada depois que ele franqueasse a entrada do grupo na Protege, localizada na Rua Adriano José Marchini, 32.
O bando teria obrigado Rogério a amarrar um suposto artefato explosivo na cintura. O supervisor disse que desligou o sistema de monitoramento de vídeo e de alarmes.
Depois, teria liberado os portões para a entrada de três bandidos, vestidos com uniformes da Protege. Cerca de 15 funcionários trabalhavam no local. Os bandidos invadiram o caixa forte e amarraram dois assistentes administrativos.
Rogério teria sido obrigado a carregar malotes para o carro-forte. Depois, eles saíram da firma. Na Rua Luiz Gatti, a cerca de dois quilômetros da empresa, exigiram que Rogério jogasse os malotes no chão. O bando os colocou em outros carros – um deles era um Corolla preto – e fugiu. A polícia acredita que funcionários foram coniventes.
Explosivo era grafite e mulher não era refém
O artefato amarrado na cintura do supervisor Rogério Luiz Fernandes foi retirado pela PM. Era feito de papelão, pó preto e recheado de grafite. Não tinha dispositivo eletrônico. Segundo a polícia, a mulher do supervisor não foi rendida.
Em um Gol branco roubado na Vila Gustavo, Zona Norte, e abandonado próximo ao local do assalto, a polícia encontrou cartuchos de fuzil 762, munições calibres 223 e 556 e carregador para fuzil. A polícia apreendeu ainda roupas, lacres brancos e touca de lã. E imagens dos ladrões passando o dinheiro do carro-forte para outros veículos foram recolhidas.
Este não foi o primeiro ataque de bandidos à empresa. Em 2007, 40 ladrões explodiram a parede da firma para roubar valores. Houve troca de tiros e dois bandidos morreram. No ano passado, três homens com fuzis renderam seguranças de um carro-forte no pátio da Protege e fugiram com R$ 3,9 milhões pela porta da frente, levando reféns.
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