Cidades & Região / Nova Andradina
Campanha de doação de sangue coleta 228 bolsas em Nova Andradina
Para o diretor do Hemocentro de Nova Andradina, Osmar Monteiro de Farias, campanha superou as expectativas
Glaucia Piovesan
A campanha de doação de sangue realizada nos dias 19 e 20 de agosto coletou, 228 bolsas de sangue e 28 amostras para o cadastro de medula óssea, superando as expectativas. A informação é do diretor do Hemocentro de Nova Andradina, Osmar Monteiro de Farias, que concedeu entrevista ao Jornal da Nova, na última sexta-feira (26).
O balanço foi considerado muito positivo. De um total de 257 doadores, que compareceram ao Hemocentro, 29 estavam inaptos a fazer a doação, ou seja, um índice apenas de 10%, considerado muito satisfatório. Somente de Anaurilândia vieram 35 pessoas para participar da iniciativa.
Com relação ao cadastro de doadores de medula, o diretor destacou à reportagem que o cadastro não significa que a pessoa vai, necessariamente, doar a medula, isso vai depender a compatibilidade do doador. “Em nível de Brasil, a compatibilidade é de 1 milhão para um e, em Mato Grosso do Sul, este índice está em 100 mil para 1. Inclusive, tivemos um doador compatível esta semana em Ivinhema”, comentou Osmar, ressaltando a importância deste cadastro.
O Hemocentro local atende 9 agências transfusionais de hospitais da região: Hospital Regional e Cassems de Nova Andradina, Hospital Municipal e Santa Maria, ambos de Ivinhema, além de hospitais de Anaurilândia, Batayporã, Taquarussu, Novo Horizonte do Sul e Angélica.
Para a realização desta campanha, o Hemosul de Campo Grande destacou uma equipe de 11 profissionais, além da participação dos seis funcionários da unidade local e servidores do município. Todo o sangue coletado, foi armazenado e depois seguiu para Campo Grande, onde são feitos todos os exames de doenças transmissíveis.
Segundo o responsável pelo Hemocentro, à medida que o sangue é de boa qualidade, não tem nenhuma restrição, a bolsa é liberada para o uso dos pacientes. “O sangue tem validade de 35 dias. Se não for utilizado, perde-se a bolsa. A região é abastecida por Campo Grande e quando não há disponibilidade imediata, vem de Dourados. Em 13 anos que estou aqui, nunca faltou sangue. É claro que no inverno cai o número de doadores, mas as divulgações nas redes de comunicação nos ajudam a mobilizar a sociedade”, informa Osmar.
A região tem, em média, 4.500 doadores. Todos os tipos sanguíneos são necessários e importantes. “Não escolhemos doadores. A meta é trabalhar com doadores fidelizados, pessoas que estão acostumadas a fazer doação, porque melhora a qualidade do sangue e não dá inaptidão. Mas aqueles que fazem isso pela primeira vez também são bem-vindos, pois poderão se tornar assíduos nas próximas doações”, frisou, ao agradecer o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, NaturaFrig, doadores das cidades vizinhas e locais.
Coleta de sangue é realizada apenas em campanhas. Unidade foi desativada por falta de demanda
O Hemocentro de Nova Andradina foi inaugurado em setembro de 1994, e recebeu reformas em 2001 e 2010, sendo que na última reforma, passou a funcionar apenas como unidade de armazenamento e distribuição de pequenas quantidades de hemoderivados.
O local realiza coleta de sangue estritamente em campanhas, desde 2011, primeiro ano de governo de André Puccinelli. Já os serviços de coleta de amostra de medula, distribuição e entrega de remédios aos hemofílicos, prova cruzada para os hospitais da região, com pesquisa de anticorpos irregulares e outros exames são realizados normalmente, no horário de funcionamento. O quadro de funcionários conta com 6 profissionais e a unidade mantém apenas o estoque.
Segundo apurado pelo Jornal da Nova, a unidade teria sido desativada por falta de demanda, pois a estrutura disponível atualmente no Estado seria suficiente para atender todos os municípios. Na região de Nova Andradina, a demanda é de aproximadamente 90 bolsas, o que representa de 4 a 5 doadores por dia. Em Mato Grosso do Sul, 2,5% da população é doadora de sangue.
Apesar dos índices, o diretor Osmar ainda sonha com funcionamento pleno da unidade, que conta com um excelente prédio e equipamentos de última geração para a execução dos serviços. “Com a implantação dos leitos de UTI (Unidade Terapia Intensiva) no Hospital Regional e o Centro de Diagnóstico do Hospital de Câncer de Barretos, haverá a necessidade do processamento dos hemoderivados para atender as cirurgias de médio e grande portes que serão realizadas. Assim, pode ser que essa realidade seja diferente num futuro próximo”, declara o responsável.
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