Fla impõe condições para aderir a pacto contra Justiça Comum

Terra


Com um discurso bem diferente dos colegas do Atlético-MG, Grêmio e Internacional, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, impôs condições para aderir ao pacto que foi firmado na tarde desta quinta na sede da CBF, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, pelo qual os clubes da Série A ignorariam decisões da Justiça Comum. Segundo ele, apenas uma iniciativa que ainda precisa ser detalhada e adaptada ao regulamento foi discutida.

Bandeira de Mello disse concordar com o presidente do Grêmio, Fábio Koff, sobre a preocupação com enxurradas de novas ações de torcedores na Justiça Comum. Mas afirmou que o Flamengo só aceitará mudanças no Regulamento das Competições se o resultado em campo prevalecer sobre as manobras burocráticas.

“Se o presidente Fabio Koff, que tem mais experiência do que eu, falou, tenho que concordar com ele. Não foi feito nenhum pacto nesse sentido, de não se acatar decisões da Justiça Comum. O que houve foi uma iniciativa que ainda vai ser detalhada de se adaptar as normas, os regulamentos, para que episódios que aconteceram em 2013 não voltem a se repetir”, disse.

“Se conseguirmos cobrir todas as distorções que existem no regulamento para que esse tipo de problema não volte a ocorrer aí sim o Flamengo apoia esse pacto ou o quer que seja chamado. Mas primeiro tem que mexer nas normas para que esse tipo de distorção do resultado em campo não seja subvertido por uma manobra burocrática. Senão ficamos do jeito que está”, completou Bandeira de Mello.

O Flamengo foi um dos clubes prejudicados, junto à Portuguesa, com a decisão do STJD de punir com a perda de quatro pontos pela escalação irregular na última rodada do Brasileiro de 2013 – no caso rubro-negro, referente ao lateral André Santos. Para Bandeira, quando o resultado em campo não prevalece as ações na Justiça acontecem.

“Tudo isso (ações na Justiça) decorre do fato dos resultados de campo não ter prevalecido. No momento que uma manobra é utilizada para reverter o resultado de campo, esse tipo de recurso tanto na Justiça Desportiva quanto na Justiça Comum acontece. O que temos que trabalhar é que para daqui para a frente as regras sejam bastantes claras e tudo fique definitivamente estabelecido para que nenhum tipo de manobra possa prosperar. Esse tipo de coisa o Flamengo apoia”, afirmou.

O presidente do clube carioca espera que a CBF adote um sistema eletrônico de aviso de jogadores proibidos de atuar nas partidas. Assim problemas como os ocorridos na temporada passada não se repetirão futuramente.

O dirigente recebeu da CBF um quadro com o escudo da entidade pelo título da Copa do Brasil. O presidente ainda comentou sobre o clássico Fla-Flu, que acontece no próximo sábado, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca.

“Será o último jogo antes da estreia na Libertadores. Vamos ver se fechamos com chave de ouro essa parte. Vamos ter um público compatível com o Fla-Flu. Só não sei se vamos encher o Maracanã”, disse o dirigente, que ainda falou sobre as declarações do atacante Walter, durante a Copa do Brasil na temporada passada, quando defendia o Goiás, sobre seu time deitar e rolar perante o Flamengo – agora o jogador defende o Fluminense.

“O Walter é um jogador excepcional e vamos ter que trabalhar muito para não deixar que ele deite e role. Não vai ser por falta de raça que ele vai fazer isso” garantiu.

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