Novo Hyundai Elantra tem bom desempenho, mas cobra caro

Auto Esporte


Era 2011 quando o grupo CAOA começou a importar o Hyundai Elantra para o Brasil, com o objetivo rivalizar a disputa no segmento de sedans médios. De lá para cá, o Honda Civic passou a ser vendido em nova geração, enquanto o Corolla ganhou detalhes estéticos e está prestes a chegar renovado ao mercado. Se antes o coreano chamava atenção nas ruas brasileiras por ser um novato, agora sua aparência não é mais novidade. Além disso, seus principais concorrentes podem ser comprados em configurações bem mais acessíveis (e menos completas, é verdade) do que a básica do Elantra, que agora parte de R$ 83.400.

Com o aumento do preço, veio uma renovação visual, com mudanças extremamente sutis. As principais estão concentradas na parte externa da carroceria, onde a dianteira ganhou novo para-choque e grade, além de uma atualização nas linhas dos faróis e no contorno das luzes de neblina. Na traseira, destacam-se o novo difusor traseiro preto e as máscaras escurecidas nas luzes de freio.

Quem já esteve a bordo de um Elantra de anos anteriores não notará grandes mudanças na cabine. O posicionamento das saídas de ar foi levemente mudado, além da altura do apoio de braços dianteiro. Ou seja, nenhuma grande novidade. O espaço interno agrada, mas não privilegia passageiros mais altos no banco traseiro, por conta do caimento do teto. Ainda falando em altura, esse tipo de ajuste passou longe do banco do passageiro e faz falta.

Na pista
Debaixo do capô, o sedã agora leva o motor NU 2.0 flex de 178 cv de potência e 21,5 kgfm de torque, quando abastecido com etanol. Apesar de a potência máxima do sedã ser entregue às rodas dianteira aos 6.200 rpm e de o torque empurrar os 1.194 kg do Elantra desde os 4.700 rpm, o coreano responde bem ao pedal do acelerador. Acoplado ao câmbio automático de seis velocidades, o conjunto é capaz de oferecer uma condução agradável em trechos suaves, com trocas de marchas discretas, mas ágeis. O sedã responde com força quando o pedal do acelerador é acionado até o final.

Em curvas mais acentuadas, o Elantra mostra boa estabilidade, administrada pelos sistemas de gerenciamento e controle eletrônico. A segurança fica por conta das seis bolsas de airbag, do controle de tração e dos freios com sistemas ABS, EBD e brake assist. Quando o assunto é conforto, o trabalho dos engenheiros para aumentar o isolamento acústico rendeu bons frutos, já que os passageiros viajam sem ouvir ruídos mesmo quando se exige mais do motor.

O volante é revestido em couro macio e conta com ajustes de altura e profundidade. Apesar de equipado com freios a disco nas quatro rodas – que respondem satisfatoriamente - fica faltando o freio de mão com acionamento elétrico, que já está disponível em outros modelos da marca, como o i30 na versão mais equipada.

Nas lojas
É verdade que a sensação de estar no comando de um carro bem ajustado e com boas respostas foi aprimorada com as modificações promovidas pela montadora ao longo dos últimos anos. E seu visual continuar moderno. Mas não podemos dizer que o Elantra 2014 será uma grande novidade nas ruas e nas lojas.

Além disso, para levar o sedã médio da Hyundai para casa é preciso desembolsar pelo menos os R$ 83.400 cobrados pela versão sem teto solar. Apesar de ser um bom carro, o preço inicial pesa no bolso, especialmente considerando que seus principais rivais têm preços a partir de R$ 62.100, como é o caso do Corolla, e R$ 65.890, cobrados pelo Honda Civic básico.

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