A proibição da pesca por cinco anos em todo o Pantanal foi o ponto mais polêmico da audiência pública realizada ontem, na Assembléia Legislativa em Campo Grande, para discutir o projeto de lei federal sobre a proteção do bioma localizado nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conforme reportagem desta terça-feira (1) do jornal “Correio do Estado”.
Para ambientalistas e pesquisadores, o projeto, proposto pelo senador Blairo Maggi (PR-MT), e em tramitação no Senado, precisa de adequações e maior clareza. Principalmente, no que diz respeito ao planejamento sustentável e aos cuidados com o planalto, de onde vem a água que abastece a planície pantaneira. Segundo a bióloga e chefe da Embrapa Pantanal, Emiko Kawakami de Resende, a pesca não influencia no bioma se for feita dentro de bases sustentáveis. Além disso, caso a proibição da pesca aconteça no período de seca, não terá qualquer efeito positivo.
“O que faz o Pantanal ter peixe é o próprio ambiente. Acontece que desde o ano de 1998, as cheias passaram a ser erráticas e menores, o que reduziu o estoque pesqueiro no Estado”, explica a especialista. Por isso, para ela é preciso o planejamento de várias questões para resolver o problema. A curto prazo, por exemplo, ela sugere o incentivo à pesca de espécies pouco exploradas no comércio da região, como o cascudo e o sairú-boi. A matéria é de “Rafael Bueno”.
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