Cidades & Região / Rio de Janeiro
Família de mulher arrastada por viatura da PM será indenizada pelo governo
Band
Um acordo para o pagamento de indenização por danos morais e materiais, em razão da morte de Cláudia Silva Ferreira, foi assinado nesta quarta-feira, pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e pelo Governo do Estado. A mulher morreu após se atingida por disparos em uma troca de tiros entre a polícia e traficantes em uma comunidade. Resgatada pelos agentes, ela caiu da viatura e foi arrastada por cerca de 250 metros.
O acordo determina o pagamento de pensão aos familiares (viúvo e quatro filhos) de Cláudia. A pensão será paga ao viúvo até a data em que Cláudia completaria 65 anos (agosto/2040). Aos filhos, a pensão será paga até que todos atinjam 21 anos, de forma acumulativa entre os irmãos.
Ao completar 21 anos, o filho mais velho deixa de receber e o valor passa a ser destinado ao segundo filho mais velho, que passa a acumular os dois pagamentos, até completar 21 anos. Depois, o filho mais novo de Cláudia receberá, além da própria pensão, os valores referentes às pensões dos outros três irmãos mais velhos.
O defensor-geral do Estado, Nilson Bruno, disse que o acordo reafirma um novo momento no Rio de Janeiro. Para Nilson, em vez do embate jurídico, pode se estabelecer um diálogo, fazendo com que a família tenha suas reparações consumadas o mais rápido possível.
O caso
Cláudia havia sido atingida por uma bala perdida em confronto entre traficantes e a Polícia Militar quando foi socorrida pelos agentes. Porém, durante o caminho, o porta-malas da viatura abriu e ela ficou presa para fora. A vítima chegou morta ao hospital.
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