Reintegração: repórter é preso em cobertura

Outros jornalistas foram agredidos física e verbalmente ao acompanhar desocupação

Da Redação


Após a prisão de uma das lideranças dos manifestantes contrários à desapropriação de um terreno da Oi no Rio de Janeiro, o confronto se acirrou e os policiais usam bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para controlar a situação. Um repórter do jornal “O Globo” foi detido e demais repórteres e fotógrafos que faziam a cobertura foram agredidos fisicamente e verbalmente por policiais. A situação foi tensa na região do Engenho Novo e Jacaré, zona norte do Rio de Janeiro, onde policiais militares cumprem a reintegração de posse, determinada pela Justiça, de um edifício da empresa Telemar - controladora do grupo Oi, ocupado por cerca de 5 mil moradores há 11 dias.

Manifestantes atearam fogo num carro da PM (Polícia Militar) e também em um ônibus e feriram três policiais com pedradas. Ainda tentaram incendiar um micro-ônibus da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana), que estava estacionado na rua Álvaro Seixas, no Largo do Jacaré. Homens da tropa de Choque da PM usaram balas de borracha para tentar afastar os manifestantes. Um carro de uma emissora de televisão também foi parcialmente destruído a pedradas.

Com auxílio de uma escada Magirus, os bombeiros conseguiram controlar o fogo no prédio ateado pelos moradores. No interior do prédio, que fica na rua 2 de Maio e está abandonado há mais de dez anos, homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), usaram retroescavadeiras para destruir os barracos feitos pelos invasores, com tábuas de compensado. O policiamento conta com reforço do Batalhão de Choque, guarda municipal e três helicópteros, além de uma retroescavadeira, utilizada para desobstruir a rua.

Também foi tenso na entrada da favela do Jacarezinho, onde policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) tiveram de dispersar manifestantes, no acesso pela rua Álvares de Azevedo, com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. De acordo com o tenente P. Norberto, da UPP do Jacaré, o policiamento foi reforçado e os militares fazem a guarda com fuzis, pistolas e escudos.

Um Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) instalado na Álvares de Azevedo foi atingido a pedradas. O acesso à rua foi bloqueado por manifestantes, que fecharam a pista com pedaços de paus, pedras e pneus. Os militares estão tentando liberar a pista. Uma equipe de policiais do 3º Batalhão da PM chegou à Rua Álvaro Seixas e dispararam tiros para o alto, para tentar controlar manifestantes que atiram pedras contra os militares.

Em nota, o governo do estado informa que cumpre ordem judicial expedida pela juíza da 6ª Vara Cível da Comarca Regional do Méier, Maria Aparecida Silveira de Abreu, que deferiu liminar para reintegração de posse do imóvel localizado na rua 2 de Maio, no Engenho Novo. A Polícia Militar realiza a operação de apoio aos 40 oficiais de Justiça que cumprem o mandato.

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