Cidades & Região / Mato Grosso do Sul
Dourados e Três Lagoas pagam os melhores salários de MS
Da Redação
No último ranking das 10 cidades brasileiras que pagam os melhores salários, duas são de Mato Grosso do Sul. Em segundo lugar, Dourados, e em terceiro, Três Lagoas. Em Dourados, o crescimento está sendo motivado pela agricultura e pela chegada de usinas de etanol e de açúcar. Em Três Lagoas, pelo crescimento da área de florestas plantadas e das indústrias de papel e celulose.
E esse bom momento do agronegócio resultou no crescimento de até 36% do PIB (Produto Interno Bruto) de cidade de MS.
Mas basta viajar pelo interior para ver o reflexo do campo na cidade. A lista é grande: Maracaju, Naviraí, São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul, Angélica, Ivinhema, Caarapó e Cassilândia com a chegada de um grande projeto de produção de látex e plantio de seringueiras, entre outras. Em breve, será a vez de Ribas do Rio Pardo, que esta aguardando ansiosamente a chegada de mais uma fábrica de celulose ainda este ano; Maracaju, com a chegada da BBCA, uma indústria chinesa de processamento de milho; da Asperbrás, em Água Clara, que vai fabricar MDF; da BioUrja Trading, em Chapadão do Sul, que vai produzir ração e etanol de milho e a ADM em Campo Grande, que anunciou recentemente um investimento de US$ 250 milhões.
Os indicadores econômicos fornecidos pela Biosul demonstram claramente o crescimento de cidades, como Angélica e Ivinhema, onde as indústrias de processamento de cana-de-açúcar se instalaram.
Em Angélica, tendo como base o ano de 2006 em comparação com 2012, os dados relativos aos empregos formais mostram que ele passou de 764 para 3.568. O salário médio mensal passou de R$760, em 2007 para R$1.635 em 2012, e a renda per capita de R$6.921 para R$21.152. O dado mais significativo esta no PIB do município. Passou de R$44,51 milhões, em 2005, para R$194,28 milhões em 2010. Ivinhema não fica atrás. Foi de R$125,75 milhões, em 2005, para R$288 milhões, em 2010.
Quem mais sente diretamente os reflexos do agronegócio é o comércio e o setor de serviços. Em Caarapó, o número de empresas cresceu 145%, entre 2006 e 2012, e a arrecadação do ISS, 631%. E a população também cresce. Passou de 22.723 habitantes, em 2007, para 26.532, em 2012, cresceu 17%.
A expansão agrícola, a facilidade do crédito e o comportamento do produtor rural fizeram com que o setor de tratores e colheitadeiras tivesse o maior crescimento registrado em todo o país. Enquanto as vendas nacionais cresceram 18,57%, entre os anos de 2012 e 2013, em MS, esse crescimento foi de 41,3%.
Vale ressaltar é que essa pujança no campo muda significativamente a vida de cada um dos habitantes do Estado, por mais distantes que estejam do setor produtivo, afinal, trata-se de uma cadeia produtiva com reflexos em toda a sociedade.
Com informações Revista Veja
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