Para senador, burocracia federal prejudica MS

Da Redação


O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) criticou a burocracia do governo federal e lamentou que projetos importantes defendidos por ele para promover o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul ficam esquecidos nas gavetas dos Ministérios.

Ele afirmou que elencou três itens prioritários para o seu mandato quando assumiu em fevereiro do ano passado: a questão indígena; o desastre ecológico do rio Taquari; e a implantação de uma usina separadora de gás em Mato Grosso do Sul.

Segundo o senador tucano, os temas foram debatidos em comissões temáticas, no plenário do Senado e em reuniões nos ministérios. “Porém, não consegui do Poder Executivo ressonância às minhas palavras, na extensão que desejava”, lamentou.

Para Figueiró é difícil transpor as barreiras da burocracia. “Muito mais do que oriundas das “birras” políticas partidárias, elas são colocadas como se estivessem numa pista de atletismo com barreiras, num processo de procrastinação a perder de vista e dá desânimo”.


Temas essenciais

O parlamentar sul-mato-grossense ressaltou que os mais de 80 conflitos relacionados à questão indígena em MS estão sendo “empurrados com a barriga” e que de tanto ouvir promessas, não acredita mais em “solução honrosa por iniciativa do atual governo”.

Figueiró também comentou o descaso para com o interesse do empresário Ueze Zahan, de atuação tradicional na área de distribuição do GLP, de implantar uma Usina Separadora de Gás em MS. Segundo o senador, a reivindicação é antiga e, em audiência pública promovida por iniciativa dele no ano passado na comissão de Desenvolvimento Regional de Turismo do Senado, o diretor de Gás e Energia da Petrobras, José Alcides Santoro, disse que receberia o empresário para conversar, já que a estatal não tem interesse econômico no empreendimento. “Porém o diretor da Petrobras at&eacut e; o momento não se dignou a recebê-lo como prometera. Interpreto esse gesto como conversa de boi manso”.

O parlamentar também lamentou o descaso da burocracia estatal para com o desastre ambiental do rio Taquari, no Pantanal. O assoreamento do rio que vem ocorrendo há décadas provoca enormes prejuízos econômicos e sociais. “O governo federal, alertado, assumiu posição solidária com possibilidade de liberação de recurso. Inclusive a bancada federal apresentou emendas ao orçamento para tal fim, ocorre que infelizmente medidas em prol do rio Taquari estão sendo afogadas pela burocracia pantagruélica existente nos escaninhos ministeriais”, criticou.

Assessoria de imprensa

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