O diretório regional do PMDB reúne-se na próxima sexta-feira (6) para decidir se ficará com Eduardo Campos (PSB) ou Dilma Rousseff (PT). Enquanto o pré-candidato do partido ao governo estadual, Nelsinho Trad, declara apoio ao primeiro, fontes ligadas a caciques peemedebistas dizem que, oficialmente, a legenda deve declarar obediência à nacional e seguir com Dilma em MS.
Nacionalmente, o PMDB está aliado ao PT, tendo inclusive o peemedebista Michel Temer na vice-presidência da República. Um dia antes do encontro do PMDB, no entanto, Campos estará em Campo Grande com a ideia de receber apoio oficial dos peemedebistas.
A estratégia do PSB seria enfraquecer o apoio do PMDB a Dilma nos estados. Nelsinho já mostrou proximidade com Campos e deu como certa a aliança, que bate de frente com o governador, André Puccinelli, por exemplo. Mesmo assim, a tendência é desconversar sobre o assunto.
Na manhã desta terça-feira (3), o deputado estadual Carlos Marun analisou que o PMDB deve priorizar o que for melhor para Nelsinho. Mesmo assim, ele garante que não vê problema caso o partido decida apoiar Dilma no Estado.
Diante da indefinição, o colega Eduardo Rocha lembra que quem for se candidatar deverá seguir as orientações do PMDB. O dilmista Puccinelli e o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, que apoia o pré-candidato do PT ao governo estadual, senador Delcídio do Amaral, são duas dissidências que não disputarão as eleições este ano.
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