Mulher se passava por policial para aplicar golpes

A polícia já identificou a participação da estelionatária em pelo menos oito golpes. Os valores dos desfalques ultrapassam a quantia de R$10 mil

Da Redação, com PC-ES


Uma jovem de 23 anos, com boa imaginação e poder de convencimento, mas para praticar crimes. Essa é Danielli Fernanda Rossi Fortunato. Ela foi presa acusada de aplicar golpes em, pelo menos, oito pessoas, segundo a polícia.

A acusada de estelionato criava perfis falsos em redes sociais para comprar e vender aparelhos eletrônicos, como celulares, tablets e câmeras fotográficas.

Segundo o delegado Tarcísio Otoni, responsável pela investigação na DSP (Delegacia de Segurança Patrimonial), Danielli negociava com os vendedores e depois sumia.

Prejuízo

De acordo com Otoni, o prejuízo causado pela acusada gira em torno de R$ 14 mil, somente em relação às oito vítimas que registraram queixa na delegacia.

Danielli utilizava o nome de Bruna nas redes sociais. Ela entrava em contato com as vítimas, dizendo ser gerente de banco no Rio de Janeiro e interessada em comprar o produto oferecido.

Depois, afirmava que Danielli seria a responsável por pegar os aparelhos em Vila Velha. E somente após a retirada dos produtos ela faria o pagamento.

Porém, a quantia nunca era depositada. Danielli, agora, responde a oito processos de estelionato.

Ela foi presa na Praia da Costa, em Vila Velha, após mandado de prisão preventiva ser expedido pela Justiça. Ela foi encaminhada para o presídio feminino de Viana.

Até vaga na Polícia Civil é vendida

Um professor de jiu-jítsu de uma academia de Vila Velha foi uma das vítimas dos golpes praticados por Danielli, diz a polícia. Na ocasião, ela se passou por escrivã da Polícia Civil e disse que conseguiria uma vaga na corporação, caso o professor pagasse R$ 1 mil a ela. Após receber o dinheiro, ela sumiu. Em outra denúncia, a vítima disse que Danielli afirmava ser policial do DPJ de Vila Velha. A acusada comprou um celular da vítima e não pagou.

Como a acusada agia

O que diz a investigação da polícia

1. Perfil falso na internet
A acusada Danielli Fernanda Rossi Fortunato, 23 anos, começava os golpes pela criação de perfis falsos em redes sociais da internet.

2. Compra de produtos e sumiço
Em seguida, ela negociava os produtos eletrônicos com os vendedores, conseguia convencê-los a entregar os aparelhos antes de efetuar o pagamento e depois sumia. Danielli chegou a se passar por policial civil para ganhar a confiança das vítimas.

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