MPE denuncia servidor do Fórum de Primavera por induzir uso de drogas

Ministério Público Estadual também ingressou com ação de improbidade administrativa contra o funcionário

Da Redação


O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu à Justiça denúncia contra servidor do Fórum de Primavera – distrito de Rosana (SP), distante aproximadamente 80 quilômetros de Nova Andradina – por induzir pessoas ao uso de drogas. Em outro processo, o órgão ingressou com ação de improbidade administrativa em desfavor do funcionário. 

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De acordo com o inquérito, as pessoas induzidas por servidor para consumir os entorpecentes eram servidores do próprio fórum. Além disso, ele é acusado de usar “de grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio contra João Batista Cruz [diretor do Fórum], pessoa chamada a intervir em processo policial (inquérito policial nº 11/17)”.

Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, ocasião em que foram encontradas pontas de cigarro com resíduos de erva de maconha, 1,1 grama de maconha, um dichavador, papel de seda usado na confecção de cigarros de maconha, dentre outros objetos. No mesmo dia, o acusado se dirigiu ao Fórum e ameaçou os servidores, incluindo o diretor. 

Já na ação civil pública por ato de improbidade administrativa, o MPE alega que o denunciado, “além de ser usuário de drogas e induzir pessoas a consumir indevidamente substâncias entorpecentes em sua casa, é uma pessoa completamente desequilibrada e agressiva que coagiu, mediante ameaça, seu superior hierárquico João Batista Cruz no curso da investigação criminal, bem como ameaçou todos seus companheiros de trabalho que, no seu entender, teriam prestado informações à autoridade policial que o prejudicaram. Tamanha é a petulância do requerido que não hesitou em anunciar em seu ambiente de trabalho que daria um tiro no Promotor de Justiça que atuava na persecução penal”.

“É, pois, evidente que as condutas criminosas do suspeito também caracterizam atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da Administração Pública”, completou o MPE na ação.

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