Chegou ao fim o casamento entre Ronaldinho e Atlético-MG. A história de amor que iniciou de forma amigável, com o presidente Alexandre Kalil convencendo o jogador que ele ainda teria muita bola para jogar, mesmo quando todos o rejeitavam, também terminou tranquilamente: em reunião na casa do mandatário preto e branco com o empresário e irmão do atleta, Roberto Assis, durante a manhã desta segunda-feira, a rescisão foi conversada e concordada pelas duas partes.
Ronaldinho chegou ao Atlético-MG em junho de 2012. Conquistou no time alvinegro um Campeonato Mineiro, a Copa Libertadores, e a Recopa. Marcou 28 gols em 87 jogos, encantou os torcedores atleticanos. Rejeitado por todo o Brasil ao sair do Flamengo, com enquetes confirmando que nenhum torcedor queria o atleta em sua equipe por sua postura às vezes antiprofissional, em outras descompromissada, o camisa 10 desembarcou em Belo Horizonte para provar ao Brasil quem estava certo.
O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, questionado sobre o motivo que o levou buscar o jogador disparou: “eu sou doido pra tudo, mas não sou doido pra rejeitar o Ronaldinho”, disse, firme. O Atlético-MG na época fez história. O mandatário, criticado por parte da imprensa pelo negócio, teve a certeza da importância do que tinha acabado de fazer quando deslocou dois helicópteros de empresas de televisão para a Cidade do Galo no dia da apresentação do jogador.
Visivelmente chateado com toda a situação, Ronaldinho deu sua primeira coletiva e disse que queria fazer história no Atlético-MG. Com pouco treino, ele já estava em campo. Logo em sua estreia no clube, venceu o Palmeiras, longe de casa, com bela atuação do então camisa 49. O restante do ano foi mágico para o clube mineiro, que vivia, na ocasião, além de uma crise pela falta de títulos, um longo período de tempo sem ver sua equipe atuando bem.
Com Ronaldinho, tudo mudou. O Atlético-MG deu show em campo. Emocionava torcedores, animava o futebol e era casa cheia em quase todas as partidas. No fim do torneio nacional, o clube confirmou a fase boa, terminou em segundo lugar no Campeonato Brasileiro, ficando atrás apenas do Fluminense. O ano ainda ficou marcado pela luta do atleta com sua mãe, que lutava contra uma doença. A situação terminou boa para os familiares com a recuperação da saúde e confirmou o vínculo entre atleta e torcedores. “Quando cheguei aqui a torcida me abraçou. A torcida do Galo é maravilhosa. Eles me abraçaram e agora vou com eles até o final”, dizia.
O ano seguinte, entretanto, reservava mais emoções para os apaixonados pela camisa preto e branca. O jogador renovou e o clube se reforçou para repatriar o atacante Diego Tardelli. Assim o Atlético-MG cravou seu nome na história da Copa Libertadores. Foi o melhor geral da primeira fase, conseguindo vantagens para o restante do torneio. Na etapa seguinte, despachou o São Paulo de forma fácil, mas teve dificuldades contra Tijuana, Newells e Olímpia, quartas de final, semifinais e final, respectivamente. Superou todos. Conquistou a taça e partiu para o Mundial.
Ao final da Copa Libertadores, Ronaldinho teve uma queda de rendimento – assim como toda a equipe. A expectativa, entretanto, era que todos estavam com o pensamento voltado para o Mundial, em dezembro. Antes da competição mais importante da história da agremiação, o camisa 10 passou por uma grave contusão e ficou afastado por cerca de dois meses.
O jogador se recuperou e partiu com a equipe para o Marrocos, onde o Mundial de Clubes seria disputado. O torneio para o Atlético-MG, no entanto, foi um fiasco. O comandado por Cuca caiu para o Raja Casablanca, adversário menos provável. Ronaldinho conseguiu sair com sua imagem limpa.
O início do ano entre Ronaldinho e Atlético-MG foi novamente marcado pela dúvida se o atleta iria ou não renovar. Confirmado a renovação, o jogador foi liberado para jogar, mas não conseguiu render o esperado. Com o técnico Paulo Autuori, o camisa 10 não mostrava o futebol que agradou em 2012 e no inicio de 2013, recebendo criticas.
A explicação dos especialistas para o rendimento ruim do jogador, que não conseguiu fazer diferença no Campeonato Mineiro, nem na Copa Libertadores, é a falta de motivação do jogador depois de não ter sido chamado para a Copa do Mundo. Problema que terá que ser corrigido pelo novo treinador do jogador – o destinos mais especulados são Boca Juniors, da Argentina, Fluminense ou futebol dos Estados Unidos.
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