História do leão solitário de MS ganha simpatizantes até no exterior

Internauta de Portugal ajudou a fundar uma comunidade de apoio ao leão. Mudança do Simba depende do Ibama e de apoio para pagar o transporte.


 O caso de leão Simba, que vive solitário em um zoológico desativado em Ivinhema, a 297 quilômetros de Campo Grande, sensibilizou pessoas de até outros paises. É o caso do português Helder Gustavo Quintela Meneses Ferreira, que vive em Braga. Ele, junto com a psicóloga paulista Fátima Nogueira, fundou a comunidade em prol do rei da selva, que hoje conta com mais de mil adeptos.

“Fiquei sensibilizado e chocou-me saber o estado em que ele estava”, disse Ferreira ao site. “Fiquei muito triste ao saber que ele estava numa situação de total abandono e que só era alimentado três vezes por semana e também do seu isolamento”, completa.

Umas das coisas que, segundo ele, mais chamou sua atenção foi a união de várias pessoas por uma mesma causa. “Notei uma grande solidariedade entre as pessoas que me admirou muito e me deu mais vontade ainda de continuar, e a quem eu agradeço muito por todo o apoio e dedicação de todos”, diz Meneses.

Mesmo estando longe, diz ter recebido com muito entusiasmo a notícia sobre o futuro lar do Simba. “Foi uma sensação de muita alegria saber que o Simba irá ter agora um lugar digno para viver e com todas as condições necessárias para ser feliz “.

 

De onde virá o dinheiro para a mudança?
A administradora do Rancho dos Gnomos em Cotia (SP), Sílvia Pompeu, disse que pode receber o felino, pois como a morte de uma tigresa, abriu uma vaga no local onde vivem outros 14 leões. Mas ela disse que não tem condições de arcar sozinha com as despesas de trasferência. "Precisamos de parceiros para ajudar a pagar as despesas do envio de veterinário, biólogo e um caminhão-guincho com motorista até o local. Além disso, um novo animal no rancho é uma boca a mais, precisa de comida, tratamento, medicamentos. Boa vontade sozinha não funciona", conta.

Essa é a preocupação, também, do prefeito de Ivinhema, Renato Pieretti Câmara. “Temos que ver quem é o responsável de fazer essas custas. Se quem é de direito não fizer, nós vamos verificar da melhor forma possível como podemos resolver”, disse o prefeito. O felino vive há seis anos em um zoológico desativado no município do interior de MS.

Segundo ele, quando o zoológico foi desativado em 2005 a responsabilidade pelos animais foi passada ao Ibama, cabendo à prefeitura, cuidar dos bichos enquanto eles não fossem removidos do local.

 

Repercussão nas redes sociais
O caso do felino, que segundo os tratadores está depressivo desde que perdeu a sua companheira, ganhou repercussão em uma rede social da internet. A comunidade mobilizou diversas entidades e em cinco dias resolveu um problema que persistia há seis anos.

Pieretti alega que a prefeitura já entrou em contato com diversas entidades, e por meio da Fundação Municipal de Meio Ambiente intermediou o contato com o Ibama, mas a transferência, em todos esses casos, não foi aprovada pelo órgão, de acordo com o prefeito. “Algumas entidades foram recusadas. Essas entidades têm de estar devidamente regulamentadas. Durante esse tempo cuidamos dos animais da melhor forma possível”, afirma o prefeito.

Segundo ele, o animal é bem cuidado no zoo desativado e discorda que Simba esteja em depressão. “O animal que fica sozinho não vai ficar correndo o dia inteiro. É um animal que está tranquilo e bem cuidado”, diz Pieretti. “Ele está comendo, se ele estivesse com algum problema de saúde, iria emagrecer. Ele está gordo e tranquilo”, concluiu o prefeito.

 

Posição do Ibama
A coordenadora de fauna do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Paula Mochel, explica que a remoção de Simba depende de aval do órgão, que atesta as condições sanitárias do local de destino e emite uma guia de transferência.

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