Pedindo Avisa é o único representante do pagode em Nova Andradina

Apesar de serem pagodeiros de origem, grupo toca sertanejo universitário e até funk para conquistar maior público e fazer mais shows

Glaucia Piovesan, Da Redação


O único grupo de pagode nova-andradinense “Pedindo Avisa” nasceu em 2009, quando quatro ex-jogadores de futebol do Ivinhenense – os irmãos Paulo e Kinhos, Wesley Santana e Nelson Junior se juntavam para tocar após os treinos.  “A gente se reunia e fazia uma ‘moaginha’. Do nada, começou a aparecer uns lugares para tocar e resolvemos firmar o grupo”, conta.

A maior influência e que acabou originando o nome do grupo foi o Pedindo Bis. “Avisa era uma gíria de nós jogadores. A gente falava avisa, avisa. Meu irmão era fã do Pedindo Bis. Aí juntamos o primeiro nome com a gíria: Pedindo Avisa. E pegou”, relembra o vocalista.

Com a agenda deslanchando, o que começou como brincadeira ganhou ares de profissionalismo. O auge da moçada foi quando estouraram nas rádios de toda região em 2012, com a música “Te Pego Novinha”. Com este hit de sucesso, rodaram o Estado inteiro.  

Porém, o ritmo do samba e do pagode foi perdendo espaço comercial para as duplas de sertanejo universitário e cada um foi seguindo seu caminho. De lá pra cá, o grupo passou por diversas formações.

Da formação mais recente, que tem dois anos, o único remanescente é o vocalista Paulo Nova, que toca também caixa e pandeiro. Também fazem parte do Pedindo Avisa, sua irmã Tamires e Alex Nascimento, que fazem a percussão, Vinicius no violão e Daniel no cavaco e voz. Mas, antes de tudo, continuam sendo um grupo de amigos.

Grupo faz seis shows em média por mês – Foto: Reprodução/Facebook

Uma das últimas apresentações aconteceu no Alice Festas, no esquenta do show de Mc Kevinho. O grupo também tem feito festas de aniversário, shows em bares, lanchonetes, boates e casas de shows no Estado de Mato Grosso do Sul.

A representante do sexo feminino no Pedindo Avisa, Tamires diz que se o grupo tem dificuldade para fechar grandes shows, as apresentações menores são muito frequentes. Uma média de seis mensais. E a galera costuma gostar de ver uma jovem tocando percussão. “Toda vez que tocamos num lugar diferente, o povo costuma dizer que bacana ela na percussão. Eu gosto. Me sinto à vontade”.

Orgulhoso, o irmão de Tamires avisa: “Nós a encaixamos na banda, porque seria algo diferente uma mulher na percussão. E a neguinha manda muito hoje”, diz Paulo, em tom de elogios. E emenda: “o pagode tá no sangue. Meu pai foi da guarda mirim, sempre gostou de samba. Eu e meus irmãos também”.

Paulo Nova se orgulha da irmã participando no Pedindo Avisa – Foto: Glaucia Piovesan/Jornal da NovaApesar do talento, o grande obstáculo para fazer o grupo decolar novamente tem sido a falta de espaço para o pagode dentro das fronteiras do Estado. “Rola um preconceito, principalmente, na hora de passar um som. A imagem é que o pagode é bagunçado, mas não é assim”, reclama Tamires.

“O cenário está muito difícil para o pagode. A preferência é o sertanejo. O pagode está meio excluído. Por isso, o nosso repertório agora tem de tudo. Vai de Exaltasamba, Zeca Pagodinho, Bezerra, Exaltasamba, até funk e sertanejo universitário. O que fazemos é dar uma nova roupagem para as músicas e isso tem agradado nosso público”, exalta o músico, Paulo Nova.

Por isso, eles sabem que não dá para viver da música. Todos os integrantes tem uma profissão e fazem do pagode um hobby. Nem por isso, não pensam no futuro da banda. “Temos o projeto de gravar umas músicas autorais. Queremos encaixar o sertanejo, algo mais suingado para ser mais atraente e ter mais comércio. Muita coisa boa vem por aí”.

Contatos

Facebook e Fan Page Grupo Pedindo Avisa

Telefone para shows: (67) 9669-6800

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