A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, neste sábado (19), dois advogados acusados de fraudar ações para ficar com as indenizações, segundo a rádio CBN. A operação "Em Causa Própria" apurou que a quadrilha usava nomes de devedores no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e abriam processos contra lojas e empresas - para entrar com as ações, eles obtinham dados das vítimas em cadastros de programas do governo e forjavam procurações. Os policiais cumpriram quatro mandatos de prisão e sete de busca e apreensão em diferentes locais na Zona Oeste carioca.
Os computadores e documentos recolhidos estão na Delegacia da Praça Mauá, na região central da capital fluminense, e serão encaminhados para perícia. Segundo o delegado responsável, Audrei Genuíno, a quadrilha agia há entre um e dois anos, cobrando indenizações de R$ 5 mil a R$ 25 mil. O lucro obtido pode ter chegado a R$ 10 milhões, mas o número de vítimas ainda não foi estimado.
De acordo com o delegado, além da quadrilha haveria advogados agindo "de forma isolada, mas com a mesma prática". O Tribunal de Justiça do Rio, que trabalha em conjunto na operação, teria estimado cerca de 40 profissionais do Direito envolvidos no esquema. Acusados dos crimes de estelionato, apropriação indébita e formação de quadrilha, os presos podem pegar até 20 anos de cadeira cada um. (Reuters)
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